Nesta quinta-feira, dia 17 de março de 2011, estiveram na cidade de Dourados-MS a Delegada de Polícia Civil, Dra. Jaíza dos Santo Teixeira, Titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de Aquidauana, o Investigador de Polícia Judiciária Ramisés Samuel de Araújo e a Assistente Social Maristela Aparecida de Oliveira, juntamente com a acadêmica de Direito da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, Juliana Nunes Quevedo Roberto, para participarem da primeira palestra do Círculo de Palestras da Organização Mundial para a educação pré-escolar – OMEP/Dourados. Com o título “Gênero, Sexualidade e Infância: Descobrindo e Redescobrindo Conceitos”, a palestra foi ministrada pela doutora e professora da Universidade Federal da Grande Dourados, Miria Izabel Campos.
A proposta da palestra de acordo com os participantes foi “problematizar e discutir questões que permeiam as relações cotidianas na Educação Infantil, questionando conceitos pré-concebidos, “verdades” que determinam as práticas pedagógicas, almejando contribuir para uma educação que efetivamente perceba as crianças na sua inteireza, enxergando as múltiplas formas de ser meninas e meninos.
Na ocasião, foi discutido um novo jeito do saber e do ensinar, uma vez que a educação voltada para um tradicionalismo histórico-cultural, que há muitas gerações vêm fixando estereótipos de desigualdades de gênero e sexualidade, é um dos principais fatores para a construção de um futuro ser humano praticante de violência tanto de gênero quanto sexual.
A palestra expôs ideias ousadas, já que o tema atinge a estrutura de um falso equilíbrio que, por muitas vezes, sustentava uma relação de poder, na qual as opções sexuais e de gênero das crianças eram completamente ignoradas.
É inquestionável que as relações sociais estão em constante mudança. E essas mudanças, o “novo”, também chegou e está chegando com muita força no universo infantil. A professora Mirian, ao focar a criança de hoje como um ser pensante e portador de opiniões, sugeriu que as diferenças devem ser “naturalizadas” e “ensinadas”, deixando para trás certos “tabus” que a arcaica educação sugeria.