Lembra-nos um velho adágio adaptado a partir de uma afirmação bíblica: ?a quem honra, honra!?. Pois em meio a balbúrdia que envolve nosso cotidiano político, um personagem merece esse elogio. Ele participou da administração do prefeito José Henrique Trindade, como Secretário da Fazenda e Administração, foi Chefe de Gabinete de Felipe Orro e depois de sua Assessoria Especial e hoje ocupa a função de Gerente de Governo do prefeito Fauzi Suleiman.
Ou seja, passou por três gestões de prefeito, de diferentes orientações político-partidárias, sem usar de certos expedientes que alguns usam para transitar de um lado e de outro. Foi chamado por todos unicamente pela competência.
Mas, isto é possível? Sim. Desde que haja lealdade na missão e profissionalismo no que se faz. É o chamado viés técnico, lembrado por Fauzi, assim que formou sua equipe. Neste caso específico incorporou-se um e outro, com o que há de positivo em ambos. No primeiro caso, o indivíduo tem que ser bom. No segundo, não precisa, necessariamente, ser ruim.
Se perguntar a ele o sentimento que nutre por personagens tão diferentes na práxis política, a partir dos quais verdadeiras guerras têm sido travadas por alguns militantes extremados, é provável que use uma expressão incomum do meio: carinho e respeito. Isto mesmo! Ou não pode alguém ter carinho e respeito, simultaneamente, por Fauzi e Felipe?
Obviamente o leitor já sabe de quem estamos falando. E se a ficha ainda não caiu, é preciso lembrar-se de outra virtude incomum que lhe é inerente na gestão pública - onde muitos mais curtem as benesses do poder do que cumprem obrigações - : o rapaz literalmente veste a camisa de seus liderados.
Quem é ele? Marcus Chebel. Ele mesmo! Nesses anos de vida pública já ganhou, já perdeu. E até por seu perfil surpreendente, não ganhou inimigos e nem perdeu amigos. Sabe quando falar e quando calar. Unanimidade? Lógico que não! Nem Cristo, o aniversariante ilustre deste mês, conseguiu. Tem lá os que dele falam e escrevem em termos não muito positivos. E deles, o que ele diz? Ao ser indagado, não responde. Em público geralmente os cumprimenta, com naturalidade.
Por essas e outras, ele bem que é merecedor, neste espaço, de uma breve palavra: ?aplausus? e por que não? Sendo cristão talvez tenha recebido do alto o dom de ser um pacificador, qualidade um pouco rara nesses tempos. E se não recebeu, simplesmente talvez tenha como diferencial colocar em prática certas posturas que todos podem ter. Basta querer.