A partir de 2013, o sonho de concluir o ensino superior ficará mais próximo para a população de Aquidauana e região. Um grupo privado formado por engenheiros e educadores está iniciando os trabalhos para a implantação de uma faculdade presencial na cidade.
A FAPA (Faculdade Pantaneira de Aquidauana) deverá oferecer, inicialmente, os cursos de Administração de Empresas, Pedagogia e Sistema de Informação. Posteriormente, em 2014, há planos para trazer à cidade o curso de Engenharia de Produção, além de uma quinta opção que está sendo analisada para 2015.
Segundo o engenheiro José Avelino Placca, um dos sócios da futura Faculdade Pantaneira de Aquidauana, a escolha da cidade foi feita após uma série de análises, com critérios que incluem atividade socioeconômica, população e, principalmente, a ausência de oferta de ensino superior presencial.
"Nesse processo, contamos com a ajuda de vários sócios, entre eles o engenheiro Alessandro Assis, que é formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Todos os nossos sócios possuem vasta experiência nas áreas empresarial e educacional", explica Placca, destacando a necessidade de trazer um projeto diferenciado para Aquidauana, com aulas filmadas, tablets para os acadêmicos e planos de carga e salários para os professores, conforme o rendimento individual.
Além desses benefícios, a futura faculdade contará com os tradicionais programas de auxílio aos acadêmicos, como o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). "O estudante que participar do Fies, por exemplo, terá um ano de declaração de carência e só começará a pagar depois desse período. Também contaremos com programas de bolsas de estudo, que vão de 30% até 50%", comenta o engenheiro.
Com preços acessíveis, a Faculdade Pantaneira de Aquidauana tem previsão de contar com, aproximadamente, 800 alunos, quando todos os cursos estiverem implantados. Serão cerca de 80 docentes e funcionários. A escolha do local, segundo o engenheiro, já está definida, e são aguardados os procedimentos legais do MEC (Ministério da Educação) para o início dos serviços administrativos. Mais informações serão divulgadas em breve, após avaliação do ministério.
"Trata-se de uma grande aquisição para a cidade e os municípios vizinhos, pois iremos atender uma demanda de alunos que, hoje, estão excluídos do ensino superior por absoluta falta de ofertas dos cursos na região", diz Placca.