O 7º Batalhão de Polícia Militar de Aquidauana encerrou, na última semana, um ciclo de palestras que teve início no dia 15 de maio. As atividades foram realizadas graças às parcerias estabelecidas entre as Escolas Estaduais Carlos Medeiros, Maria Corrêa Dias (Anastácio) e Felipe Orro (Aquidauana), e Escolas Municipais Franklin Cassiano (Distrito de Camisão) e Peti Urbano, que abrange os projetos ?Projovem e Florestinha?.
Foram abordados temas como drogas, violência escolar, o livro de nome "Tosco", bem como crimes e bullying em todas suas formas. As escolas atendidas tiveram, em sua maioria, apresentações nos três períodos (matutino, vespertino e noturno), sendo direcionadas, geralmente, aos adolescentes, com público ouvinte entre 250 e 300 alunos por período. No total, foram atendidos mais de 2.200 alunos.
O trabalho que vem sendo realizado pela equipe comunitária do 7º BPM tem sido muito elogiado e repercutido bastante na área de atuação da Unidade. Consequentemente, a procura para estabelecer novas parcerias e realizar esse tipo de evento tem sido muito grande, motivo pelo quais os policiais responsáveis pelas apresentações alertam que os interessados devem encaminhar oficio ao comando do Batalhão com antecedência.
?Foi bem legal essa palestra, os policiais falam de um jeito que a gente entende, e os assuntos têm a ver com a nossa realidade. Fiquei impressionado com os slides e com os vídeos que mostram a realidade de pessoas envolvidas com drogas. Não imaginava ser assim", disse o aluno João Pedro, da escola Franklin Cassiano.
Na opinião do cabo Silgueiro, um dos coordenadores do projeto, os temas abordados são muito importantes e devem ser debatidos não apenas nas escolas, mas, também, no ambiente familiar. "Isso é necessário para que os adolescentes reflitam e consigam traçar um paralelo entre o que está presente na literatura e que está presente no seu dia a dia. Se nós (pais, professores e policiais) conseguirmos fazê-los refletir com seriedade a respeito desses temas, teremos chance, então, de afastá-los da marginalidade e das drogas?, destacou.