O Comando Local de Greve do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) - Campus Aquidauana - divulgou uma carta aberta confirmando a adesão dos servidores à greve nacional da categoria. A decisão foi tomada após reunião com o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), na última terça-feira (24).
A greve dos servidores e professores federais já dura dois meses e meio. No mês passado, os servidores do Campus Aquidauana do IFMS já haviam se reunido em assembleia convocada pelo Sinasefe. Na ocasião, diante da proximidade do término do semestre letivo e acreditando em uma resolução breve do impasse, decidiram por não aderir ao movimento.
A categoria reivindica recomposição de perdas salariais anuais acumuladas de 22,08%; definição de data-base para os servidores; a destinação de 10% do PIB para a educação pública; reestruturação das carreiras (Docentes e Técnicos Administrativos em Educação); processos democráticos para escolha de gestores e melhoria das condições de trabalho.
"Sabemos que não é tarefa fácil falar em greve por questões salariais e melhores condições de trabalho na educação ou em qualquer outro setor, quando a maioria da população sobrevive com baixos salários e não usufrui das melhores condições de trabalho. Entretanto, sabemos que muito do pouco, que já conquistamos até hoje, é decorrente de negociações em diferentes contextos históricos. A greve é uma forma legítima de nos organizarmos para defender nossas ideias e interesses e, historicamente, tem contribuído para a organização da sociedade. Neste momento, ela se faz necessária, uma vez que foram esgotadas outras possibilidades de negociação", esclarece a carta.
A maioria das assembleias de docentes das universidades, institutos e centros tecnológicos federais rejeitou a segunda proposta de reajuste e reestruturação de carreiras, apresentada pelo governo na última terça-feira. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), até as 11h30 desta terça-feira (31) 48 de 57 instituições de ensino superior haviam votado pela continuidade do movimento.
A Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento enviou ofício às entidades sindicais que representam os servidores federais em greve, comunicando o adiamento das reuniões até a semana de 13 de agosto. Com exceção da negociação agendada com os professores federais na noite desta quarta-feira (01), todas as outras categorias terão de aguardar até a data apresentada pelo governo.