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Aquidauana

Prevenção e tratamento da dengue é tema de reunião entre GESAU e SES

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Uma equipe da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul se reuniu com a equipe de profissionais da GESAU (Gerência de Saúde e Saneamento) para a avaliação dos métodos utilizados na prevenção e no tratamento da dengue. A reunião foi realizada na sede da Gesau.
 
O objetivo da reunião foi evitar que o número de casos de dengue aumente, pois Mato Grosso do Sul já está em estado de epidemia da doença, sendo sete mortes confirmadas. Só em Aquidauana, há uma morte sob investigação e outra confirmada.
 
De acordo com o coordenador de Estado do Controle de Vetores, Gilmar Cipriano Ribeiro, a prioridade das reuniões são os municípios que já tiveram óbitos causados pela dengue e evitar que este número aumente. ?Viemos para verificar a estrutura de cada município, se os profissionais estão aptos para fazer o combate e o tratamento da doença, se há os medicamentos necessários, no caso o paracetamol e o soro fisiológico, e principalmente, evitar que haja mais mortes?, comentou Gilmar.
 
Já a diretora geral de Vigilância em Saúde, Bernadete Gomes Lewandowski, alerta para o período de Carnaval, onde muitas pessoas deixam suas casas e não fazem a limpeza. Ainda segundo Bernadete, a população deve ficar alerta porque ?ainda estamos no início das chuvas e já estamos com estado de epidemia?.
 
Portaria 2804 
 
Em dezembro de 2012, foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) a Portaria GM n.2804, que autoriza repasse no PVVPS (Piso Variável de Vigilância e Promoção da Saúde) do Componente de Vigilância e Promoção da Saúde de incentivo financeiro para qualificação das ações de vigilância, prevenção e controle da dengue.
 
Segundo Bernadete o repasse, que de Aquidauana é de R$ 42.161,61, está disponível para os municípios desde o mês de janeiro, para a compra de medicamentos, inseticidas e produtos que ajudam no combate e tratamento da dengue.
 
A doença 
 
Segundo relatos, o mosquito Aedes aegypti é de origem africana e teria vindo para o Brasil nos navios negreiros, com os ovos depositados nas embarcações. O primeiro caso da doença foi registrado no ano de 1685, no Pernambuco. 
 
O primeiro caso de morte pela doença foi nas Filipinas no ano de 1953. No Brasil, em 1903, Oswaldo Cruz, então Diretor Geral da Saúde Pública, implantou um programa de combate ao mosquito. 
 
Segundo um boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do MS, só neste ano, foram 4.935 casos confirmados e 19.956 casos suspeitos de dengue. O levantamento leva em consideração as primeiras semanas de 2013. Os Municípios onde houve registro de mortes são: Sidrolândia, Aquidauana, Nova Andradina, a capital Campo Grande, cada um com uma morte, e Vicentina, com duas mortes. 
 
A preocupação maior é que eles pertencem a regiões diferentes. Campo Grande está em Situação de Emergência por causa da dengue desde o dia 21 de janeiro. Ao todo, 22 Municípios apresentam alta incidência de casos de dengue, pois registram médias acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes.
 
Sintomas da dengue
 
O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, que vai desde a forma inaparente, em que apesar da pessoa estar com a doença não há sintomas, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito.
 
Há suspeita de dengue em casos de febre alta por até 7 dias e que se apresente acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.
 
Prevenção
 
A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente. Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação, já que em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
 
Manter recipientes, como caixas d?água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.
 
O ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.

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