X
Aquidauana

MPE ajuíza ação criminal contra o ex-prefeito Fauzi Suleiman

Ex-gerentes também foram citados na ação, que denuncia contratação ilegal de servidores públicos

Compartilhe:

A-

A+

O MPE (Ministério Público Estadual) ajuizou mais uma ação criminal contra o ex-prefeito Fauzi Suleiman e três ex-gerentes da sua administração, por contratação ilegal de servidores públicos, realizada sem prévio concurso.
 
Segundo levantamento feito pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, a prefeitura de Aquidauana contava com 2.070 servidores, no mês de novembro de 2011. A LOM (Lei Orgânica do Município) determina que o número de funcionários do Poder Executivo não pode ultrapassar 2,5% do número de eleitores existentes no município.
 
O número de servidores do Poder Executivo era maior do que o número máximo permitido pela LOM. Dos 2.070 servidores, 1.078 eram efetivos (concursados), 230 comissionados e 762 contratados temporariamente.
 
Naquela época, o Ministério Público constatou a irregularidade e encaminhou uma recomendação ao então prefeito Fauzi Suleiman, para que ele adequasse o número de funcionários à LOM. Ele também foi orientado a promover a rescisão das contratações temporárias, por conta das ilegalidades existentes. "Apesar disso, nenhuma providência foi tomada pelo executivo municipal que, pelo contrário, passou a contratar mais pessoas, talvez em decorrência das eleições que se aproximavam", diz a nota do MPE.
 
Ao final do mandato de Fauzi, a prefeitura de Aquidauana havia atingido, segundo o MPE, algo em torno de 3 mil servidores. André Lopes Beda, Paulo César Rodrigues dos Reis e Francisco Roberto Rossi, ex-gerentes do município, além de indicarem ao ex-prefeito as pessoas que deveriam ser contratadas, também assinaram os respectivos contratos de trabalho. "Dessa forma, participaram ativamente das práticas criminosas", completa o MPE.
 
A denúncia foi apresentada em juízo pelo promotor de justiça José Maurício de Albuquerque, que pede a condenação de todos eles nas penas do art. 1º, inciso XIII, do Decreto-Lei 201/67. Para esse tipo de crime, a lei prevê a pena de até três anos de prisão.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Viviane Luiza defende saúde, educação e infraestrutura na fronteira

Eleições 2026

Viviane Luiza defende saúde, educação e infraestrutura na fronteira

Candidata a deputada federal pelo PSDB destacou demandas de Bela Vista; saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento estão entre as prioridades

Escola de Anastácio promove aula temática sobre cultura pantaneira

Educação

Escola de Anastácio promove aula temática sobre cultura pantaneira

Atividade reuniu estudantes em uma experiência de valorização dos costumes e saberes regionais; proposta aproximou educação, cultura e comunidade dentro da escola

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo