Em debate, a decoração (ou a falta dela) de Natal preparada para o município de Aquidauana, neste ano. O palco, as redes sociais, onde, usufruindo do princípio da liberdade de expressão, alguns internautas criticam o pouco espírito natalino da Princesa do Sul, às vésperas da data que marca o nascimento do menino Jesus.
Outros rebatem, dizendo que existem assuntos mais importantes para a população aquidauanense discutir. Um círculo vicioso, com as pessoas criticando quem faz crítica. A discussão, invariavelmente, pende para o lado político, fugindo totalmente do foco inicial.
Na última semana, a chegada do Papai Noel, de trem, desembarcando na Estação Ferroviária, onde distribuiu presentes para as crianças, ajudou a trazer um pouco do clima de Natal para a cidade que, por vários motivos positivos, se tornou notícia nacional ao longo de 2014. O debate, porém, segue acalorado, assim como a temperatura de Aquidauana.
Pensando nisto, a reportagem do site O Pantaneiro foi às ruas e resolveu procurar in loco, na noite desta quarta-feira (17), pelo famoso clima natalino. Foi nas proximidades da Ponte Velha, que liga a Princesa do Sul com a vizinha/irmã Anastácio, que um ponto luminoso em destaque, apontando ao céu, chamou a atenção. A caixa com a inscrição "coloque aqui a sua cartinha", na entrada, mostra que há algo diferente naquela residência.
Numa rápida espiada pelo portão, é possível ver um jardim todo enfeitado. O "objeto" de procura, pelo visto, estava ali. A tal residência é o antigo Clube dos Médicos, que ganhou uma decoração especial para este Natal, organizada pelas médicas Drª. Auracélia e Drª. Egínia. Segundo elas, o local está enfeitado desde o último dia 14 e fica aberto para visitação das 19h30 às 22h, diariamente, com entrada de R$ 5,00 para crianças e adultos.
Flores, árvores de Natal, presépio, enfeites, tudo em espaço amplo e com praça de alimentação. Apenas faltava, mesmo, encontrar o bom velhinho. Mas, quanto a isto, era questão de tempo. E o Papai Noel estava ali, em sua tradicional cadeira, tirando fotos com as crianças e ouvindo atentamente o que elas tinham a lhe dizer. Agora, sim, não faltava mais nada.