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Aquidauana

Fundação de Cultura homenageia aquidauanense Rubens Corrêa

Se estivesse vivo, ator e diretor teria completado 84 anos. Ele deixou um grande legado para o teatro e a cultura do Brasil.

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Nascido no dia 23 de janeiro de 1931, na cidade de Aquidauana, o ator e diretor sul-mato-grossense Rubens Alves Corrêa - conhecido apenas como Rubens Corrêa ? teria completado 84 anos na sexta-feira (23). A Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, por meio do secretário Athayde Nery ? também presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul ?, prestou uma homenagem ao aquidauanense, relembrando um pouco de sua trajetória e destacando o legado deixado para o teatro e a cultura do Brasil.
 
Rubens Corrêa estudou teatro n'O Tablado, de Maria Clara Machado, e se formou em direção na Escola de Dulcina de Morais, em 1958. No ano seguinte, fundou com o colega de turma, Ivan de Albuquerque, sua própria companhia, o Teatro do Rio - que, em 1968, transforma-se no Teatro Ipanema, onde atua e dirige os mais importantes trabalhos de sua premiada carreira.
 
Ganhou seu primeiro Prêmio Molière como ator por seu trabalho em "A Escada", de Jorge Andrade, em 1963. Em 1964, fez um dos papéis marcantes de sua carreira, em "Diário de um Louco", de Nikolai Gogol, que voltou a representar em diversas ocasiões.
 
Em 1967, em temporada paulista, atuou na montagem de "Marat-Sade", de Peter Weiss, com direção de Ademar Guerra, o que lhe rendeu o Prêmio Governador do Estado como melhor ator. De volta ao Rio de Janeiro, já no Teatro Ipanema, recebeu os prêmios Estácio de Sá e Golfinho de Ouro de melhor ator por "O Assalto", de José Vicente, dirigido por Fauzi Arap. Em 1971, por sua direção de "Hoje É Dia de Rock", também de José Vicente, ganhou o Prêmio Molière de melhor diretor.
 
A partir de 1977, deixou a direção e atuou apenas como ator. Em 1981 recebeu o prêmio Molière de melhor ator na peça "O Beijo da Mulher Aranha", de Manuel Puig. Em 1993, com "O Futuro Dura Muito Tempo", de Louis Althusser, adaptação e direção de Márcio Vianna, recebeu o Prêmio Shell de melhor ator.
 
Morreu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 22 janeiro de 1996, um dia antes de completar 65 anos, devido a complicações de saúde provocadas pelo vírus HIV.
 
Confira abaixo um resumo das atuações de Rubens Corrêa como ator e diretor.
 
Atuação
1955- O Baile dos Ladrões, de Jean Anouilh, direção de Geraldo Queirós
1955- A História de Tobias e de Sara, de Paul Claudel, direção de Eros Martim
1955- Tio Vânia, de Anton Tchecov, direção de Geraldo Queirós
1956- A Sombra do Desfiladeiro, de John Millington Synge, direção de Maria Clara Machado
1957- O Tempo e os Conways, de J. B. Priestley, direção de Geraldo Queirós
1958- Escurial, de Michel de Ghelderode, direção de Ivan de Albuquerque
1959- A Ratoeira, de Agatha Christie, direção de Ivan de Albuquerque
1960- Prodígio do Mundo Ocidental, de John Millington Synge, direção de Ivan de Albuquerque
1961- Os Espectros, de Henrik Ibsen, direção de Ziembinski
1961- Círculo Vicioso, de Somerset Maugham, direção de Ziembinski
1963- A Escada, de Jorge Andrade, direção de Ivan de Albuquerque
1964- Diário de um Louco, de Nikolai Gogol, direção de Ivan de Albuquerque
1966- As Interferências, texto e direção de Maria Clara Machado
1966- O Santo Inquérito, de Dias Gomes, direção de Ziembinski
1967- Marat-Sade, de Peter Weiss, direção de Ademar Guerra
1967- A Saída? Onde Fica a Saída?, de Frederick Cock, direção de João das Neves
1969- O Assalto, de José Vicente, direção de Fauzi Arap
1970- O Arquiteto e o Imperador da Assíria, de Fernando Arrabal, direção de Ivan de Albuquerque
1971- Hoje É Dia de Rock, de José Vicente, direção de Rubens Corrêa
1977- A Chave das Minas, de José Vicente, direção de Ivan de Albuquerque
1977- Os Emigrados, de Slawomir Mrozek, direção de Ipojuca Pontes
1979- Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, direção de Ivan de Albuquerque
1980- Poema Sujo, de Ferreira Gullar, direção de Hugo Xavier
1981- O Beijo da Mulher Aranha, de Manuel Puig, direção de Ivan de Albuquerque
1982- Quero, de Manuel Puig, direção de Ivan de Albuquerque
1985- Quatro Vezes Beckett, de Samuel Beckett, direção de Gerald Thomas
1986- Artaud!, de Antonin Artaud, direção de Ivan de Albuquerque
1992- Colombo, de Michel de Ghelderode, direção de Marcus Alvisi
1993- O Futuro Dura Muito Tempo, de Louis Althusser, direção de Márcio Vianna
 
Direção
1958- O Jubileu, de Anton Tchecov
1958- Os Cegos, de Michel de Ghelderode
1959- A Onça e o Bode, de Kleber Ribeiro Fernandes
1959- O Macaco da Vizinha, de Joaquim Manuel de Macedo
1959- Processo de Família, de Diego Fabri
1960- A Falecida, de Nelson Rodrigues
1961- O Tesouro de Pedro Malazarte, de João Bethencourt
1964- Além do Horizonte, de Eugene O'Neill
1964- À Margem da Vida, de Tennessee Williams
1969- Como Se Livrar da Coisa, de Eugène Ionesco
1971- Hoje É Dia de Rock, de José Vicente
1972- A China É Azul, de José Wilker
1974- Ensaio Selvagem, de José Vicente
1975- Rock Horror Show, de Richard O'Brien
1988- Uma Vez Mais, de Woody Allen
1988- Flor do Milênio, de Denise Emmer
1989- Peça Sonho, de August Strindberg
1991- Em Nome do Pai, de Alcione Araújo

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