Assim como em muitas cidades brasileiras, as manifestações deste domingo (15) também devem acontecer em Aquidauana. Através das redes sociais, a concentração ficou marcada para as 09 horas, na Praça dos Estudantes, região central do município.
Os atos são contra a presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita no pleito de outubro do ano passado, em uma das disputadas mais apertadas da história brasileira. Prova disso é que, na sexta-feira (13), militantes saíram às ruas em defesa da petista, em um contraponto deste domingo.
As escolhas das datas, por sinal, tudo indica que não são por acaso. Se o 13 remete ao partido que está à frente do Brasil desde 2003, o dia 15 de março marca a entrada em vigor da sexta constituição brasileira, em 1967, conferindo poder absoluto ao regime militar que havia eclodido durante o Golpe de Estado de 1964. Também marca o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor.
Impeachment
No Brasil, qualquer cidadão tem liberdade para encaminhar uma denúncia de crime de responsabilidade ao Congresso Nacional. A tarefa de julgá-la procedente e abrir uma comissão especial para julgar o pedido cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, atualmente, Eduardo Cunha (PMDB).
De acordo com a Lei 1.079/50, caso o suposto processo de impeachment de Dilma fosse julgado e considerado procedente, quem assumiria seria o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), até o fim do mandato. Se ele também fosse afastado ainda na primeira metade do mandato, o país teria novas eleições diretas. Caso o afastamento ocorresse da segunda metade em diante, as eleições seriam indiretas - apenas os membros do Congresso Nacional poderiam votar nos candidatos.
Durante o pleito eleitoral, quem assumiria seria o terceiro na linha sucessória, o presidente da Câmara dos Deputados, no caso, o pemedebista Eduardo Cunha.