Acadêmicos dos cursos de Agronomia, Zootecnia e Engenharia Florestal, acadêmicos da Pós-Graduação do Campus de Aquidauana da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e alunos do Centro de Educação Profissional de Aquidauana (CEPA) estão promovendo nesta quarta-feira, 18, uma manifestação no Centro da cidade para apresentar a população o descaso das autoridades e as atuais condições de ensino que os estudantes estão enfrentando nos últimos anos.
Os alunos se reuniram na Universidade e às 15 horas saíram para o protesto realizado na Praça dos Estudantes. Logo após ele seguiram por várias ruas do Centro de Aquidauana e seguiram caminhando até a cidade de Anastácio. Eles reivindicam principalmente uma melhoria na infra-estrutura no Câmpus que, segundo os estudantes, não possui a capacidade de acolher novos acadêmicos que ingressam na universidade a cada ano. "Não temos salas suficiente para assistirmos as aulas e muitas ainda não possuem ar condicionado", afirmou uma aluna.
De acordo com os acadêmicos, o caso piorou ainda mais com a criação do curso de Engenharia Florestal, há 5 anos. "Não desmerecemos a relevância deste curso, mas o problema da superlotação que já estava grave, se tornou insuportável".
A falta de laboratórios capacitados também é um dos temas da paralisação. Os universitários alegam a fala de investimento por parte da reitoria em um setor de extrema importância na formação de novos profissionais. "Precisamos de aulas práticas e os laboratórios bem equipados são essenciais".
A paralisação, que teve início nesta terça-feira, 17, deverá continuar nos próximos dias. Na quinta-feira, 19, a partir das 8 horas, está programada uma Assembleia aberta ao público no Campus de Aquidauana, com a presença de alunos da graduação, pós graduação, ensino médio, corpo docente de Aquidauana, diretores e reitor da Universidade, Prof. Dr. Fábio Edir dos Santos Costa.
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