O nome PANTANEIRO tem um significado especial para nossa região ? porta de entrada dessa região única. PANTANEIRO é nome de açougue, mercearia, bicicletaria, bar, lanchonete, supermercado. . .
Fulano diz com orgulho que é PANTANEIRO do Paiaguás... PANTANEIRO de Coimbra. . . PANTANEIRO do Nabileque. . . PANTANEIRO de Miranda. . . PANTANEIRO de Aquidauana . . . PANTANEIRO de Albuquerque. . . PANTANEIRO do Campo dos Índios. . . E diz sempre com orgulho e convicção. Por isso o nome PANTANEIRO é uma verdadeira referência. . .
Talvez seja por isso que ao se juntarem ? o tipógrafo Aldo Royg; o advogado Augusto Alves Correa e o dentista Oscar de Barros Filho, os dois primeiros já falecidos e o outro residente em Campo Grande, lá pelos idos de 1965, quando conspiravam em fundar um jornal, escolheram o nome O PANTANEIRO. Juntaram a isso o slogan de Rondon que residiu certa época na Rua do Telégrafo ? hoje, o primeiro quarteirão da rua Estevão Alves Correa ? ?Servir ao Brasil dentro de Mato Grosso.?
A palavra certa, de fato, é conspiraram fundar um jornal, isto porque 1965, era o início da ditadura e jornal como meio de divulgação, de contestação, era uma ameaça aos novos mandantes do país. Aquidauana não ficou fora e por aqui também aconteceram coisas. . . tanto na área cível como militar.
Mas eles resistiram e o jornal chegou até 1975 ? dez anos depois, quando assumimos, o já respeitado O PANTANEIRO.
Feito artesanalmente, com uma impressora Katu e tipos de chumbo ? de todas as fontes, linguões, componedores, apertadores, entre linhas, espaços, fios de latão, ornamentos, boleandeiras, chaves, tira-provas, tinta tipográfica, pinças, muita disposição e trabalho ? de fato, uma tarefa diuturna.
A transformação foi grande, modernização com a introdução de máquina off-set, laboratório, computadores, programas, digitação, fotografia. . . Chegou o site e completou essa modernização.
A atual administração de O PANTANEIRO procura se aprimorar e como empresa familiar, está em fase de sucessão. Mas o caminho segue o mesmo, impávido. . .
Chegamos aos 50 anos, com muito orgulho. A maior referência da nossa estima é quando algum assinante telefona à redação dando bronca porque não recebeu o jornal. Os nossos leitores, ansiosos, como um costume de 50 anos, esperam, de fato, o jornal. . .
O nosso reconhecimento à atual equipe que com a mesma dedicação e responsabilidade, fazem o jornal. Novos valores estão se juntando a nós. . .O nosso maior reconhecimento a todos aqueles colaboradores que nesses 50 anos deixaram nas páginas de O PANTANEIRO, algum artigo ou colaboração que ajudaram a sustentar as colunas deste jornal nesse meio século de vida.
Agradecimento especial à jornalista e escritora Dirce Jordão de Almeida Serra que por mais de 45 anos respondeu pela coluna social do jornal.
Enfim, neste 5 de maio de 2015, continuamos a jornada por tantos outros tempos. Completamos os 50 anos iniciais e com a mesma disposição partimos para novos tempos. . .