Perigoso
Objetivo da perícia agora é descobrir, por meio das mensagens, quantos jovens foram aliciados
Polícia Civil analisa todas as conversas por Facebook do picolezeiro Márcio Akira Kajiwara, 43 anos, preso por aliciar menores de idade lhes oferecendo droga em troca de favores sexuais, em Aquidauana. De acordo com o delegado Eder Oliveira Moraes, responsável pelas investigações junto à 1ª Delegacia de Polícia, duas vítimas já foram identificadas e o objetivo da perícia agora é descobrir, por meio das mensagens, se houveram outros aliciados.
O procedimento pelo qual as conversas de Márcio serão submetidas chama-se degravação. Cada contato vai ser analisado, pois, conforme apurado pelo delegado, o autor chegava a enviar fotos de conteúdo pornográfico para as vítimas. Até o momento, os únicos assediados são dois garotos de 16 e 17 anos, que prestaram depoimento acompanhados dos pais e negaram ter mantido qualquer tipo de envolvimento sexual com o investigado.
O próprio Márcio teria confirmado estas alegações, dizendo que apenas ofereceu drogas e dinheiro aos adolescentes, mas que nunca chegou a se encontrar com eles. "Até onde apuramos não houve relações sexuais entre ambos, apenas a tentativa", explicou o delegado Eder. Por este motivo, Márcio responde por tráfico de drogas e favorecimento à prostituição de vulnerável na forma tentada. "Continuamos os trabalhos, pois pode haver mais vítimas".
Perigoso
O picolezeiro estava na cidade há dois anos e foi encontrado pela polícia na sexta-feira passada, por meio de denúncia anônima. Ele residia na Rua Giovanni Toscano de Brito, nas imediações do Bairro Nova Aquidauana. Em 1998, aos 25 anos, matou a mãe adotiva Maria José Kajiwara, 65 anos, aposentada, a golpes de martelo. Depois de queimar o corpo e colocá-lo em uma mala, dispensou em um terreno baldio em Campo Grande.
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