Além da diminuição da pena, eles recebem ajuda financeira e "se distraem"
Luiz Guido Junior
Publicado em 22/03/2017 às 09:27
Atualizado em 10/09/2026 às 13:57
Quatro detentos do regime semiaberto do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, de Campo Grande, trabalham no empacotamento de erva mate para tereré em um projeto da unidade com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
Além da diminuição da pena de um dia para cada três de serviços prestados, eles recebem remuneração de ¾ do salário mínimo vigente. Além de realizarem o empacotamento da erva os internos são responsáveis pela pesagem do produto. Os internos destacam que o trabalho ajuda a “distrair a mente”.
Outras oficinas firmadas na parceria garantem a ocupação remunerada aos detentos do regime semiaberto da unidade. No local, estão instaladas também empresas de descasque de mandioca, embalagens de peças, cozinha industrial e produção de tampas para bueiro e boca de lobo.
Os internos prestam, ainda, serviços para a própria unidade prisional, com ganho de remição da pena, em trabalhos como limpeza, manutenção, horticultura e apoio administrativo. Ao todo, cerca de 550 internos participam do projeto, dentro ou fora do presídio.
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