A Polícia Civil divulgou há pouco detalhes sobre o depoimento de Miriam Chaparro Flores, 44 anos, presa sob suspeita de matar a facadas Nilva Regina Teodoro, 45 anos, após briga ao lado da rodoviária de Aquidauana, na madrugada deste sábado. De acordo com informações do Núcleo de Inteligência, Investigações e Capturas (Niic), Miriam supostamente teria roubado o celular da vítima após golpeá-la com punhal e, por esta razão, vai responder por latrocínio (roubo, se da violência resulta em morte). Outras duas pessoas também foram presas.
Conforme o boletim de ocorrência, a confusão teve início na frente de um restaurante localizado na rodoviária. Vítima, autora e testemunhas bebiam no local, quando as duas mulheres começaram a brigar, momento em que Miriam deu duas apunhaladas usando a arma que carregava em sua bolsa. Em seguida, fugiu do local com o neto que havia presenciado as agressões. Ferida, Nilva chegou a ser socorrida, mas morreu no pronto-socorro.
Com base no relato de testemunhas, os investigadores chegaram à casa da autora, no Bairro Alto, onde ela estava escondida sob a cama. Ao verificar a bolsa dela, os policiais encontraram o celular de Nilva, que ela teria tomado durante a ação. Ela reforçou ainda que havia jogado o punhal em uma caçamba de entulho na Rua Cassemiro Brum, onde o instrumento do crime foi apreendido. Ainda segundo a Polícia Civil, Miriam cumpre pena no regime semiaberto por homicídio.
Mais presos
Durante as investigações, o Niic prendeu mais duas pessoas que estiveram no local do assassinato. Marcos Mena, conhecido como Estranho, e Alaíde da Silva, moradores perto de uma borracharia na Rua Pandiá Calógeras, teriam furtado a bicicleta da vítima durante a briga. O veículo foi encontrado com o casal, por isso, os dois foram autuados em flagrante por furto. O caso será investigado pela 1ª Delegacia local, coordenada pelo delegado Eder Oliveira Moraes.