Encontro de Relíquias recebe que escolheu ter uma vida itinerante
Você teria coragem de não ter um endereço fixo? Tem gente que tem e é a chance de conhecer quem fez essa opção de vida que a terceira edição do Encontro de Relíquias te proporciona. E viajar o Brasil, aos 95 anos, acompanhado da própria casa? Os motorhomeiros presentes no encontro na avenida Pantaneta podem contar aos visitantes todas essas experiências.
A dona Zeny Moraes Pinto tem 95 anos e viaja com a filha Alda Jost, em um motorhome. Além de conhecer lugares do Brasil inteiro, dona Zeny se diverte, conhece novos amigos e ainda tem tempo para fazer o que gosta. “Eu faço meus crochês e palavras cruzadas”, contou ela, durante conversa com a equipe de reportagem de O Pantaneiro, na manhã deste sábado (3).
Rosane dos Santos é outra motorhomeira que visita Aquidauana e não tem mais um endereço fixo. Ela e o marido moram na casa sobre quatro rodas há quase dois anos. “Eu adoro viajar e meu marido tinha esse sonho há 30 anos’’, revela a adepta da vida itinerante, que tem um filho de 22 anos, que é o porto seguro para a casa sobre rodas da mãe, que precisa de uma ajudinha com a água e luz, toda vez que ela escolhe um novo quintal.
Sobre essa vida itinerante, ela afirma que a experiência é positiva porque a comunidade de motorhomeiros se apoia. Ela nunca tinha vindo a Mato Grosso do Sul, mas foi acolhida por outros “viajantes” em Dourados e Campo Grande. Todas estas histórias podem ser contadas pessoalmente aos visitantes do Encontro de Relíquias que termina neste domingo (4), com a premiação dos reliqueiros que prestigiaram o evento.
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