Raposa Kaiowá
Investigações identificaram inúmeras fraudes em empréstimos consignados, tendo indígenas da etnia Kaiowá como vítimas preferenciais
A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Ponta Porã, deflagrou na manhã de hoje a Operação Raposa Kaiowá, com o objetivo de desarticular um esquema de fraude, promovido por uma falsa advogada indigenista, voltado para a obtenção fraudulenta de benefícios de aposentadoria por idade rural a indígenas. Uma falsa advogada que agiu em Aquidauana e outras nove cidades de Mato Grosso do Sul era mentora do esquema e foi presa.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, expedidos pela justiça, contra a estelionatária, de 45 anos, que se apresentava como advogada indigenista e se utilizava desse pretexto para aliciar indígenas para fraudes contra a Previdência Social.
Foram identificadas pelo menos três fraudes contra a Previdência Social, as quais totalizam um prejuízo evitado à União estimado em mais de R$ 600 mil. Além disso, foram identificadas inúmeras fraudes em empréstimos consignados, tendo indígenas da etnia Kaiowá como vítimas preferenciais.
A Operação foi realizada pela Delegacia da PF de Ponta Porã, em conjunto com a Coordenação de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda (COINP) e com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo o delegado Felipe Viana Menezes, responsável pelas investigações, há registro de golpes aplicados pela autora desde 2011.
Ela iniciou em Bonito, onde morava, e depois passou por Aquidauana, Guia Lopes da Laguna, Porto Murtinho e Bodoquena (não necessariamente nesta ordem), até chegar a Paranhos, Antônio João, Aral Moreira e Amambai, de onde se articulava a partir de Ponta Porã. Até mesmo nome de pessoas mortas ela usava para obter aposentadorias e empréstimos. "Em alguns casos, até inventou identidades de pessoas que nunca existiram", disse o delegado.
Operação
A Operação foi denominada “Raposa Kaiowá”, em alusão à característica traiçoeira e oportunista das raposas na captura de suas vítimas, a qual se assemelha à astúcia utilizada pela falsa advogada no trato com indígenas. As investigações evidenciaram que a estelionatária se apresentava como advogada (embora não o fosse) especializada na promoção dos direitos indígenas para conquistar a confiança dos indígenas (em sua maior parte da etnia Kaiowá) visando manipulá-los e explorá-los financeiramente.
Além disso, o nome da operação remete à Operação Coiote Kaiowá, deflagrada pela PF em 2015, no município de Amambai, e que tinha como alvo esquema de fraudes previdenciárias de natureza similar.
CORPO DE BOMBEIROS
Moradora de uma comunidade ribeirinha na região de São Francisco, nas proximidades do Paraguai Mirim, em Corumbá, mulher fois resgatada de lancha pelo Bombeiros.
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