Aquidauana
Morador de rua se junta com amigos para encarar o frio na Concha Acústica
O frio intenso que atingiu Aquidauana nesta semana tem sido mais um obstáculo na luta diária dos moradores de rua pela sobrevivência, não bastassem as dificuldades para ter o que comer e manter a higiene. José Augusto Gonçalves Sandin, 34 anos, afirma que, para superar as noites de baixa temperatura, dorme em grupo, com outros três amigos na bíblia da Concha Acústica.
Eles passam as madrugadas sob o mesmo cobertor, na esperança de que o inverno termine o quanto antes. "A gente usa o que ganha, é muito apuro", disse ele que, apesar da condição adversa, tenta a levar a vida de forma positiva e se orgulha de não roubar. "Eu peço, mas não tomo nada de ninguém. Não sou bandido", disse à reportagem.
Augusto veio de Três Lagoas para Aquidauana há dois meses, para trabalhar em carvoarias, e há um está nas ruas. Atualmente desempregado, aguarda oportunidade em qualquer setor, principalmente naqueles em que tem mais experiência, tais como pintura automotiva, funilaria e carvoaria. De acordo com a Prefeitura, a cidade ainda não dispõe de abrigos para moradores de rua, mas oferece projetos de assistência social para auxiliá-los no resgate da autoestima e inseri-los no mercado de trabalho. Também são feitas campanhas do agasalho.
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