Moradores retratados pelas reportagens de O Pantaneiro ajudam a manter vivo o amor pela cidade e fazem o município se desenvolver
Ao longo ao destes meses, O Pantaneiro vem contando histórias de grandes aquidauanenses, personagens que não necessariamente têm sua importância ligada a fundação do município, mas fazem sim parte da história de Aquidauana, que hoje – 15 de agosto – completa 125 anos. Na lista de personagens que tiveram sua história contada por O Pantaneiro esteve Maria José Cortes, moradora de Aquidauana, que nos revelou o orgulho de viver por mais de um século. Dona China, hoje já falecida, nos deixou o ensinamento de que preciso ter muita coragem para enfrentar os desafios da vida.
Dona China nasceu no Rio Grande do Sul, mas fez de Aquidauana seu lar do coração. A equipe de O Pantaneiro acredita que é o amor por esta terra é que torna uma aquidauanense de verdade. Aquidauana é feita por nasceu aqui ou por quem veio de longe para fazer este chão prosperar. Por quem alcançou o auge da vida, por quem está dando os primeiros passos agora ou por quem teve de recomeçar.
Nem faz tanto tempo, a história revelada aqui foi a de Dodô – o pequeno Antônio de Barros Grotto, 11 anos, nosso “super atleta”. Nomeado assim pela equipe de reportagem porque só alguém com habilidades de um atleta de elite parece ser capaz de demonstrar tanta força com tão pouca idade. Dodô teve paralisia cerebral ao nascer. Ele foi um bebê prematuro, de sete meses de gestação. Como consequência, este jovem aquidauanense teve as habilidades motoras reduzidas. Mas, para eliminar os efeitos destas sequelas, ele é forte o suficiente para submeter a uma rotina diária de exercícios e fisioterapia e conquistar independência e autonomia.
Contando a história de seus moradores, de gerações passadas e as que acabaram de chegar por aqui, O Pantaneiro vai revelando a cidade. Para seguir com este compromisso, começamos agora um novo relato. Desta vez, nossa personagem é Dilma de Souza Santos, 33 anos. Ela moradora do bairro Arara Azul. Foi uma das primeiras a chegar, assim que começaram os loteamentos na região. E hoje, dia em que Aquidauana completa 125 anos, a sensação de pertencer a esta terra vai estar mais forte do nunca para ela.
A Prefeitura realizou nesta segunda-feira (14) o ato simbólico de entrega do título de posse dos imóveis aos moradores do bairro Arara Azul. Dilma poderá dizer, de hoje em dia, “meu lar existe”. “Quando nós chegamos aqui, não tinha luz ainda. À época, eu havia voltado a estudar e tinha de estudar com a luz de lamparina”, contou. Este breve relato mostra não só quem forma o povo aquidauanense, mas também a constante transformação da cidade, o incessante processo de urbanização e desenvolvimento.
É isto que toda a equipe de Pantaneiro espera que Aquidauana de desenvolva, que sua gente prospere e que esta história continue sendo contada pelos próximos 125 anos. “Eu gosto muito deste lugar, eu não tenho a intenção de me mudar daqui. Aquidauana é um lugar de paz para gente morar”, afirma a aquidauanense Dilma, nascida e criada aqui.
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