Programação deve voltar em breve depois de mudança na aparelhagem
Daniele Valentin
Publicado em 12/09/2017 às 12:27
Atualizado em 10/09/2026 às 13:59
O ano ainda não acabou e a boa notícia para os ouvintes da Rádio América FM, antiga Rádio PAN, é de que a programação deve voltar em breve após modernização dos equipamentos. A emissora de quase 30 anos já formou vários profissionais e agora se reinventa nos altos da Serra de Maracaju e estúdios no Bairro Guanandy.
O criador e diretor Raul Freixes explicou em entrevista ao Jornal O Pantaneiro, que não é nada fácil manter a frequência os altos de uma montanha, já que a emissora sai do ar por alguns momentos, mas que a desejo de ir mais longe é satisfatório.
“Estamos trabalhando incansavelmente para voltarmos ao ar no menor tempo possível. Montanhas são vulneráveis a descargas elétricas provocadas por raios ou pela oscilação da energia elétrica fornecida pela empresa responsável. Estamos avaliando o que recebemos de energia e suas variações e nos equipando de suportes alternativos para que outro sistema entre em funcionamento em casos da queda do sistema. É bom lembrar que estamos a 23 quilômetros do estúdio”
Freixes afirma que sempre sonhou com uma rádio que cobrisse a maior parte da região. Ele explica que para isso precisou abrir novos caminhos, enfrentar onças, cobras e investir na extensão vertical da Rede de energia elétrica. O empresário ressalta que todos o investimento foi realizado sob a legislação e ao aval do Ministério das comunicações.
O comunicador afirmou durante entrevista que sua audiência é garantida pelo trabalho focado no perfil socio-cultural na região e o respeito a cultura, hábitos, a linguagem dos ouvintes.
Investimento
Raul revela que a economia local não corresponde ao investimento, pois muitos empresários ainda não têm noção do que representa um anúncio em uma rádio líder de audiência. “Acabam jogando dinheiro fora gastando em quem não dá retorno. Investir em publicidade é uma ciência numérica, digamos, algo como aplicar nos indexadores econômicos. Há quem não tem essa visão”, pontua.
Crise e mudança de nome
Freixes relembrou momentos de crises e da perda do direito de usar o nome PAN. “Em um período me afastei da rádio em decorrência do câncer da minha mãe, e transferimos a gestão para um outro grupo que não teve argumentos para justificar a diferença de nosso PAN da Jovem Pan de São Paulo. Éramos PAN de pantanal, enquanto que eles de Pan-americana. Perdemos o direito em uma demanda que durou cerca de 15 anos”, finalizou.
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