Tecnologia
No auge da era digital, estabelecimentos de Aquidauana fornecem serviços alternativos para "sobreviver" à presença em massa dos smartphones
Em um período de avanço tecnológico em que há redes Wi-Fi por todo lado e celulares são capazes de desempenhar as mesmas funções de um computador, inclusive com jogos em rede, as lan houses ou cibercafés de Aquidauana adotam serviços alternativos para se manterem na ativa. Por incrível que pareça, apesar da expansão da era digital, algumas ainda mantêm clientela fiel.
Luiz Agusuto Constantino Fialho, de 37 anos, tem um lan que fica na Rua Manoel Paes de Barros, no Centro da cidade, há 16 anos. Ele conta que no início, moradores faziam fila para acessar a internet para usar o MSN e o Orkut, bem como jogar games consagrados como Counter Strike, Need For Speed Underground ou GTA (Grande Theft Auto).
À época, a hora era R$ 2. Entretanto, não bastasse o crescimento das novas tecnologias, a tributação de serviços como água e luz auxiliou na redução da rentabilidade, obrigando empresários a buscar alternativas. A hora hoje está, em média, R$ 5. "Antes eu tinha mais de 40 computadores, e hoje são somente 15. Ainda tenho clientela fiel e cerca de 50 pessoas passam por aqui todos os dias, mas tive que colocar produtos à venda, como pendrives", disse Agusto, que comercializa peças para computadores.
Dono de outro cyber que fica na Rua Oscar Trindade de Barros, no Bairro Serraria, Marcelo Benta Higa, 41, migrou para outras atividades. Hoje, faz impressões de apostilas e cópias de documentos, além de realizar manutenção de computadores. "Lan house já deu o que tinha que dar. Não compensa mais manter para só jogos. Tudo o que oferecíamos, um celular agora faz".
PLANEJAMENTO
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Nota de falecimento
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