Ele mora em frente a um campinho e precisa de doações para concretizar projeto social
Schimene Duque Weber
Publicado em 27/11/2017 às 14:00
Atualizado em 10/09/2026 às 13:58
Um projeto social de futebol para crianças no Nova Aquidauana é o sonho de Cleber Silva Toledo, de 42 anos, nascido em Anastácio e morador do bairro em Aquidauana.
Hoje cadeirante, ele conta que, há oito anos, sofreu um acidente na fazenda onde trabalhava como domador de cavalos, que provocou uma fratura na terceira vértebra de sua coluna cervical e o deixou incapacitado. "No meu dia a dia, eu não faço nada. Eu não trabalho, já sou aposentado, então fico na cadeira, passeio um pouco, mas só isso. Aí, tem esse campinho aqui na frente de casa, que só é utilizado quando tem campeonato e, quando esse campeonato acaba, ninguém mexe e eu quero fazer um projeto para ajudar as crianças carentes, que não tem muito o que fazer nos finais de semana", disse.

Ele explicou com exclusividade à equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" que já deu início ao projeto em um final de semana, com a realização de alguns jogos no local, mas que entrou "com a cara e a coragem", uma vez que não recebe nenhum tipo de incentivo. "Eu não tenho nenhum tipo de patrocínio. Quando fiz os jogos aqui, vi a felicidade das crianças e quero continuar com isso, só que eu não tenho nada", contou.
Ainda sobre os impedimentos financeiros, ele disse que busca apoio. "Eu estou procurando por patrocinadores para concretizar o meu projeto. Hoje eu preciso de quase tudo, já que só tenho o local. Preciso dos coletes, de bola, de rede pra colocar nos gols, além de alimentos. Quero fazer jogos todo o final de semana, o dia inteiro. Aqui em casa eu tenho um fogão de lenha, onde minha mulher pode fazer um arroz carreteiro para as crianças, e também distribuir refrigerante, para que elas possam ficar", pontuou.

Cleber ainda disse que, como o campinho de futebol fica vazio, as crianças costumam brincar ali no final de semana e, depois, ir até a sua casa, onde ele tem um banheiro para fora, local onde os menores podem tomar banho, e tomar a água que ele sempre oferece. "Eu dou tudo o que eu posso, já que eles não tem nada", finalizou.
Por fim, o homem deixou seu telefone para contato, uma vez que o jornal "O Pantaneiro" disponibilizou esse espaço para que a sua nobre causa fosse divulgada. Pessoas que desejam ajudar e incentivar o projeto podem ligar ou mandar mensagem para o número (67) 99917-8862 e falar diretamente com o idealizador para firmar parceria.
*Fotos: Luiz Guido Jr
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