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Aquidauana

Palestra apresentou auxílio da maçonaria para salvar bovino pantaneiro da extinção

Maçons criaram um trabalho de localização e resgate de vacas e touros Pantaneiros criados icognamente em Fazendas no Pantanal

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A irmandade Maçônica apresentou, durante palestra realizada em Aquidauana, o trabalho de auxilio para evitar que o Bovino Pantaneiro desapareça permanentemente dos campos do Pantanal. A palestra foi aberta ao público e ocorreu no Templo da Loja Maçônica Marechal Deodoro da Fonseca n°2.

A apresentação foi ministrada pelo Dr. Marcus Vinicius Morais de Oliveira, professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) da Unidade Universitária de Aquidauana, coordenador do Núcleo de Conservação de Bovinos Pantaneiros de Aquidauana (NUBOPAN) e membro da Loja Maçônica Conquista e Integração n°33.

Durante o evento, reiterou-se que origem do gado Pantaneiro ocorreu nos primórdios da colonização do Pantanal pelos Espanhóis e Portugueses, pois com a vinda dos desbravadores europeus para a América do Sul, chegaram também bovinos autóctones de diversas raças da Península Ibérica, que com o passar do tempo cruzaram-se e tiveram de se moldar ao meio onde viviam.

Desta forma, surgiu o gado Pantaneiro um grupamento genético europeu porém perfeitamente adaptado às condições de estresse hídrico e alimentar do Pantanal. Atualmente a raça Pantaneira é reconhecida pelo Governo e é designada como um “bovino naturalizado” ou “localmente adaptado” e faz parte de um seleto grupo de raças consideradas genuinamente brasileira.

Extinção

No passado o rebanho Pantaneiro, chegou a somar milhões de cabeças e durante muitos anos foi a base da economia da região, mas hoje encontra-se em vias de extinção. A mudança da base genética dos bovinos criados atualmente no Pantanal ocorreu essencialmente nos últimos 100 anos, em função da introdução dos zebuínos, bem como das raças sintéticas e dos modernos cruzamentos industriais.

Todavia, apesar do intenso processo de substituição que o gado Pantaneiro vem sofrendo ao longo dos últimos anos, ele ainda resiste heroicamente, sendo frequentemente observado exemplares puros ou mestiços nas Fazendas. Sendo a explicação para a sua permanecia baseada na sua excelente característica zootécnica, bem como na sua alta prolificidade, menor infestação por carrapatos e elevada tolerância ao calor.

Auxílio dos maçons

Foi enfatizado como os Maçons tem auxiliado no salvamento do bovino Pantaneiro, com destaque para a harmonia do trabalho entre os irmãos Maçons em prol da localização e resgate de vacas e touros Pantaneiros criados icognamente em Fazendas no Pantanal.

Assim, esses membros, tem servido como arautos da esperança e do renascimento do novo ciclo que desponta no horizonte para o bovino Pantaneiro

Este evento, ainda serviu de palco para que os pecuaristas, membros da Associação Brasileira dos Criadores de Bovino Pantaneiro (ABCBP), prestassem homenagens ao Deputado Estadual sr. Luiz Felipe Ribeiro Orro, pelo Decreto Legislativo que tornou o Bovino Pantaneiro como um Patrimônio Cultural e Genético do Estado de Mato Grosso do Sul.

Maçonaria

Durante o evento, os ouvintes puderam compreender a dinâmica da Maçonaria, sendo esta uma Sociedade Discreta, na qual Homens livres e de bons costumes, denominam-se mutuamente como Irmãos, que cultuam a liberdade, fraternidade e igualdade entre os Homens, com princípios baseados na tolerância, filantropia e justiça. Seu caráter secreto deve-se a perseguições e intolerância de regentes de outrora, sendo esta discrição mantida até os dias atuais.

A palavra Maçom em Francês significa Pedreiro, assim, os Símbolos Maçônicos refletem o trabalho dos primeiros Mestres, que eram construtores de Castelos e Catedrais, sendo este o motivo do porque são encontradas representações de réguas, compassos, esquadros, prumos e outros instrumentos utilizados na construção nos monumentos maçônicos.

Outro ponto destacado na Palestra é que apesar da Maçonaria não ser considerada uma religião, a crença espiritual em Deus, intitulado como Grande Arquiteto do Universo, é uma condição obrigatória para os Maçons, sendo a Letra “G”, abreviatura da palavra GOD (Deus, na língua inglesa), considerada como o principal símbolo maçônico. Sendo a abertura dos trabalhos maçônicos efetuada somente após a leitura da Bíblia e, o encerramento da reunião também ocorre com agradecimentos ao Pai Celestial e com o fechamento do Livro Sagrado. 

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