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Inovação

Vencendo limitações tecnológicas e financeiras, aluno do IFMS cria fliperama 'improvisado'

O jovem de 19 anos cursa Sistemas para Internet, no campus de Aquidauana, e pretende investir no projeto

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O jovem Ryan da Silva Piveta, de 19 anos, é aluno do campus de Aquidauana do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), do curso de Sistemas para Internet, e criou um fliperama 'improvisado', vencendo as limitações tecnológicas e financeiras.

Em entrevista ao jornal "O Pantaneiro", ele conta que a ideia inicial era muito mais complexa, mas foi 'adaptada' por seus professores para algo mais simples e dentro da realidade de ensino do Instituto. "A ideia do fliperama começou com um projeto pessoal e muito diferente. No começo, eu queria fazer uma tela maleável de LED, que pudesse ser dobrada e continuaria funcionando, mas os professores falaram que era algo muito complexo para ser iniciado. Então, recomendaram que eu fizesse um fliperama", explicou.

A partir de então, o estudante começou a pesquisar na internet alguns tutoriais e acabou encontrando um canal 'gringo' do YouTube chamado 'I Like To Make Stuff', idealizado por Bob Clagett, que possuía um passo a passo da construção e configuração de um fliperama. "Eu pensei: por que não tentar? Os professores disseram que fariam os investimentos nos botões, para que eu começasse a construir a cabine. Eu passei a lista do que precisava, mas muitas coisas não foram encontradas. No exterior, o acesso aos materiais é mais fácil e aqui a tecnologia as vezes é precária. Por isso, eu precisava improvisar. Então, posso dizer que a ideia principal foi tirada do vídeo, mas o restante eu precisei fazer do zero", disse.

Construção

O jovem contou como foi feita a construção do fliperama. "Projeto de cabine, eu não tinha. Medida da madeira, eu não tinha. As placas para fazer os controles funcionar, eu também não tinha... Então, eu fui fazendo na base do improviso. Eu comecei só com os botões. Primeiro, comprei um botão sem analógico, desmontei ele e fiz as soldas de cada saída do botão para que ele funcionasse, o que também demorou a acontecer. Eu gastei uns 4 controles diferentes até que a ideia realmente desse certo. Depois, veio a interação com o raspberry, que é um microcomputador, perfeito para jogos. Após isso, eu baixei o RetroPie, que é um sistema operacional totalmente gratuito", falou.

Ele falou também das outras dificuldades encontradas na elaboração do projeto. "Eu nunca tive algum tipo de aula, nunca mexi com eletrônica básica ou raspberry. Sempre foi tudo muito novo. Os professores e meus amigos me deram muito incentivo, porque se não fosse por eles, esse projeto jamais teria ficado pronto. Foi complicado no início, no meio e no fim, mas graças a Deus tudo deu certo", pontuou.

Com todos os equipamentos vistos até o momento funcionando, ele decidiu tocar em frente. "Eu falei: agora dá pra fazer o projeto da cabine. Comecei a fazer o desenho do zero. Peguei, de início, umas medidas de chapa para a produção. Com isso, eu comecei a fazer, também, as medidas de corte. Do projeto inicial pra cá, teve muita mudança. Meu pai também me deu algumas sugestões sobre a modelagem, que antes ficaria uma coisa muito forte para a visão dos jogadores. Nós refizemos os cortes, mas agora está pronto!", contou.

Para que o projeto ficasse pronto, foram necessários seis meses de pesquisa e, entre montagem, remodelamento e todas as demais modificações, foram necessários dois anos.

Futuro

Sobre o futuro, o rapaz falou que pretende prosseguir com a ideia. "Um amigo meu falou pra gente vender a ideia. Fazer um curso, dar algumas aulas e vender isso", explicou.

Ele contou que, depois da criação do fliperama, outras ideias surgiram em sua cabeça, ideias essas que ele pretende trabalhar. "Quando eu comecei a mexer com o fliperama, a ideia da tela dobrável saiu da minha cabeça e apareceram outras, também envolvendo jogos. Eu quero criar um videogame portátil. Um fliperama, mas na palma da mão", finalizou.

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