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Solidariedade

Viciados atendidos pelo projeto 'Mão Amiga' dão depoimentos emocionantes sobre superação

Equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" voltou ao local para ouvir os relatos dos assistidos pelo projeto

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A equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" veiculou, no último dia 29 de novembro, uma matéria a respeito do projeto 'Mão Amiga', idealizado e fundado em Aquidauana há dois anos pelo missionário Norberto Silva Corrêa Júnior, de 49 anos, que tem por objetivo dar uma nova chance aos viciados e moradores de rua do município. Na tarde da última terça-feira, dia 12 de dezembro, os profissionais do jornal voltaram ao local para ouvir depoimentos emocionantes sobre superação do álcool e das demais drogas.

O assistido Almir Portilho Marques, de 43 anos, contou que estava no caminho das drogas há, mais ou menos, cinco anos. "Eu comecei a usar drogas e beber porque larguei da esposa, porque perdi minha mãe... Essas coisas foram o fim do mundo para mim. Há dois anos eu estava na rua, atrás da rodoviária, e sempre via o missionário passar por lá. Eu não tinha lugar para dormir, só estendia um edredom e ficava lá, na calçada mesmo. Depois, com o tempo, Deus tocou o meu coração e eu vim pra cá, ainda bêbado. Aqui eu consegui de tudo, consigo comer, tenho lugar para dormir, fiz novas amizades. Lá, eu estava quase morrendo. Apanhei várias vezes, as pessoas me batiam enquanto eu estava dormindo. Vir para cá é muito melhor, as coisas daqui confortam o nosso coração", pontuou.

Já Paulo Roberto Espíndola, de 55 anos, explicou que há 25 anos luta contra o álcool e contra as drogas e que esses problemas deveriam ser vistos com seriedade pela população. "Eu entrei nessa vida por problemas sociais, problemas familiares, problemas da vida. Eu não recebi ajuda de ninguém quando eu caí. As pessoas são muito hipócritas, muito falsas. Elas tem que perder esse medo de encarar o alcoolismo e o vício como uma doença, porque hoje isso está em todos os lugares. Não só na rodoviária, em barracão, mas em grandes mansões, em grandes lugares. Nesses 25 anos eu não vivi na rua, eu tenho meu serviço, eu fui um grande bailarino em Aquidauana, fui carnavalesco, chefe de cozinha, cozinheiro. Eu tenho uma história para contar e eu caí nesse mundo", disse.

Ele ainda informou que, por ter condições financeiras melhores do que a maioria das pessoas que estão no projeto 'Mão Amiga', procurou outras formas de se reabilitar. "Eu procurei todo tipo de medicina, psiquiatra, psicólogo, em clínicas de reabilitação, mas eu vi que o único que pode me ajudar é Deus, ninguém além de Deus. Aquele que atira pedra, um tira vai ter um exemplo de problema dentro de casa, porque o vício é uma doença social. É preciso que alguém estenda a mão pra essas pessoas, porque todo mundo que está aqui tem uma história triste para contar. Quando eu tive meus problemas, achei que poderia me virar sozinho, mas sem Jesus Cristo, eu não poderia fazer nada. Na medicina de Deus, há salvação", explicou.

O missionário Beto, como é conhecido o criador do 'Mão Amiga', agradeceu o apoio do jornal em seu projeto e falou um pouco sobre as consequências do projeto. "Nós estamos conseguindo segurar os viciados aqui, trazer as famílias deles para acompanharem as melhoras que os mesmos estão tendo. Eles estão voltando a sonhar, ganhando confiança em si mesmo. E tudo isso graças ao apoio que nós recebemos, de pessoas que estão ajudando a gente com doações, pessoas que estão divulgando o nosso projeto", falou. 


Doações podem ser feitas diretamente no local que abriga o projeto, localizado na antiga escola do Morrinho. O telefone para contato é o (67) 99976-0929 e eles estão precisando, principalmente, de ventiladores. 

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