Saúde
A nefrologista Carmen Mequi é a responsável por todo o setor, que atende Aquidauana e toda a região
Adentrando as portas do setor de hemodiálise do Hospital Regional de Aquidauana, é possível encontrar sorrisos felizes e esperançosos que aguardam a chamada para a consulta. O interior, totalmente reformado, tem as paredes todas brancas e transmite paz para quem vê. Nos deparamos, também, com a prontidão dos funcionários que, simpáticos, atendem quem chega como se fosse amigo de longa data... Tudo isso pode e deve ser atribuído para a gestão de administração do município, que não mediu esforços para o aperfeiçoamento do serviço disponibilizado pela rede pública de saúde e que, anteriormente, estava sucateado.
A nefrologista Carmen Mequi é a responsável por todo o setor de hemodiálise da cidade, que se tornou exemplo nesse tipo de tratamento para pacientes dos municípios de referência de Aquidauana. Ela, que trabalhou com gestões municipais anteriores, voltou para Aquidauana no dia 20 de junho e, desde então, tem trabalhado incansavelmente para atender às necesidades desses pacientes com problemas e deficiências renais, fazendo o pedido de uma nova aparelhagem. "Tudo o que nós trouxemos foi para os nossos pacientes. Todo o destaque é para eles, toda a nossa atenção é para eles. Não é para fazermos nosso nome, é para melhorar o atendimento deles", disse.

A médica explicou que, no dia 2 de agosto, chegaram 15 novas máquinas para atender os pacientes em três turnos diários, realizados separadamente na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, e também terça-feira, quinta-feira e sábado. No total, são 17 máquinas, uma vez que duas puderam ser reaproveitadas. "Nós fazemos um atendimento de alta complexidade aqui, o que acaba gerando uma despesa grande. Então, a aparelhagem nova foi feita de forma gradativa, com apoio da gestão pública. Hoje, 16 máquinas funcionam e uma fica de reserva, para ser utilizada no CTI ou em pacientes que chegam em urgência", pontuou.
Ela ainda explicou que conta com uma equipe composta por duas enfermeiras padrão, treze técnicos de enfermagem, dois recepcionistas, uma nutricionista e uma fisioterapeuta, além de toda a equipe de limpeza. "Aqui a gente trabalha em equipe. A gente precisa trabalhar assim. Todos os nossos técnicos, os nossos médicos, o pessoal que limpa aqui... O trabalho de todos eles é importantíssimo, por mais que muitas pessoas não vejam", explicou.
Pacientes
O senhor José Luiz de Castro, que ficou tímido para contar à nossa equipe de reportagem a sua idade, disse que há um ano faz tratamento no Hospital Regional e disse que, com as melhorias realizadas nos últimos meses, as idas incessantes para a hemodiálise se tornaram melhores. "A gente precisa fazer, né? E, agora, está tudo dez. Eu não tenho nenhuma reclamação para fazer, seja do serviço ou dos funcionários. Todo mundo me atende muito bem", disse, com um sorriso no rosto.

Já Eunice de Oliveira, que de cara revelou os seus 72 anos de história, explicou que é atendida pelo hospital há dois anos. "Eu gosto muito do serviço daqui. Com a aparelhagem nova, as coisas melhoraram muito, até o ambiente. Eu recebo toda a assistência que preciso. Aliás, todo mundo aqui recebe. A doutora é muito gentil com os pacientes, as enfermeiras são ótimas... Eu gosto de todas elas, a gente já fez amizade", contou, em tom bem humorado, mesmo com o cansaço causado pelo tratamento.
A doutora Carmen, com uma simpatia sem tamanho, passou pelas salas de atendimento, dando a atenção necessária para cada um e agradecendo. "O sorriso no rosto deles não tem preço. Não tem dinheiro no mundo que pague", finalizou, emocionada.
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