Moradores reclamam do descaso público com o bairro, que constantemente sofre com a chegada das fortes chuvas que atingem Aquidauana
Schimene Duque Weber
Publicado em 19/01/2018 às 12:20
Atualizado em 10/09/2026 às 13:59
Após os transtornos causados pelo alagamento da Vila 40, em decorrência das frequentes chuvas que atingiram Aquidauana nos últimos dias, os moradores, agora, lamentam os estragos causados pela tragédia e passam, agora, a enfrentar o calvário da recuperação de todos os bens perdidos.
A dona de casa Aparecida Ferreira dos Santos, de 45 anos, explicou que mora no local há trinta anos e, recorrentemente, enfrenta esse tipo de situação. "Isso já aconteceu várias vezes mas, agora, esse período chuvoso deixa tudo pior. A água que entrou não chegou a estragar nada, porque nós já deixamos tudo um pouco mais alto do que o normal, como prevenção, mas ainda assim deu pra cobrir os pés. O meu esposo fez um sistema de escoamento de água para que a gente consiga se livrar desses problemas com maior rapidez", pontuou.
Ela ainda disse que ontem (18), quando "o bicho pegou", funcionários da administração municipal foram até o local e ficaram de agendar uma reunião com os moradores para que, juntos, encontrem uma solução. "A Prefeitura disse que estão tentando encontrar a melhor solução, como a instalação de sistema de escoamento em todos os quintais. Eu já pensei em outras maneiras, como a abertura de uma valeta, para que a água não entre nas casas, mas a gente tem que esperar o Secretário de Obras passar por aí e, então, podermos conversar", disse.
O aposentado Estevão Peixoto Alves da Costa, de 71 anos, contou que mora no local desde a sua fundação. "Eu moro aqui há anos. Fui para outros lugares, mas sempre tive residência aqui. Ontem, com aquela chuva, só estando aqui na hora pra ver o estrago. Todas as autoridaes estiveram aqui. Eu acho que é um problema de engenharia, porque você vê, a gente acaba com tudo o que tem. Não adianta. A gente coloca móveis e depois tem que trocar, porque a chuva alaga tudo", explicou.
A idosa Constância Ojeda, de 64 anos, explicou que a casa dela começou a ser inundada no começo da chuva. "Foi coisa de 30 minutos. Molhou tudo, mas não adianta falar pra ninguém, porque ninguém nunca resolve os nossos problemas. Agora, mais uma vez, a gente precisa recomeçar", finalizou.
A equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" tentou contato telefônico com a Prefeitura Municipal de Aquidauana, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
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