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Após cheia, Prefeitura contabiliza 36 famílias desabrigadas e rio Aquidauana começa a descer

São aproximadamente 100 pessoas encaminhadas para abrigos montados na cidade

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O prefeito Odilon Ribeiro disse nesta tarde ao O Pantaneiro que 36 famílias já foram removidas de áreas alagadas nas zonas urbana e rural de Aquidauana, por conta da cheia do rio Aquidauana. As vítimas estavam nos distritos de Piraputanga, Camisão, e também na Colônia Buriti, bairro Guanandy e Vila Trindade. A água, que atingiu 10 metros e 20 centímetros,começou a descer, e a régua, que mostra o limite de dez metros, já apareceu.

Até o momento, apesar de todos os transtornos causados, conforme já noticiado, a prefeitura ainda não tem dimensão do tamanho do prejuízo. "Acredito que será um dano considerável, mas precisamos esperar a água baixar totalmente para termos uma noção. O importante é que estamos assistindo a todos os necessitados", disse.

De acordo com a assistente social Elza Salatine, só no salão da Igreja Matriz, na Rua Marechal Mallet, estão abrigadas 21 famílias, totalizando 56 pessoas. Lá, os desabrigados recebem todo o apoio necessário, além de café da manhã, almoço, lanche da tarde e janta. O local também armazena bens. "Estamos aceitando doações. Não é só aqui, os abrigos do salão paroquial do Guanandy e Perpétuo Socorro também precisam", solicitou.

Ermes Ribeiro de Souza mora no Guanandy e já enfrentou diversas enchentes. Ele estava no abrigo e disse que não quer mais voltar para o bairro. De tudo o que ele, a mulher e duas filhas tinham, sobraram apenas um guarda-roupas, uma TV e as roupas. "Não dá mais para voltar. Estamos sendo bem atendidos aqui, mas espero não ter que voltar pra lá. Eu ganhei uma casa no Jardim Aeroporto e vou ver como dá pra fazer pra mudar logo", lamentou.

Apoio

De acordo com o tenente-coronel Fábio Batista Bogoni, comandante do 9° Batalhão de Engenharia de Combate Carlos Camisão, do Exército Brasileiro, a passadeira montada para que civis possam trafegar entre Aquidauana e Anastácio será mantida durante 24 horas por dia. "Vamos trabalhar dia e noite. Só haverá suspensão da passagem caso o rio suba ainda mais e aumente a força da correnteza, o que colocará em risco a segurança".
 

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