Tem gente que já pensa em se mudar da cidade, para evitar mais transtornos com nova enchente
Depois da cheia da semana passada, a segunda maior da história do Rio Aquidauana, as últimas famílias desabrigadas voltaram para suas casas, ou pelo menos para aquilo que sobrou delas. Os moradores estavam abrigados na Igreja Matriz de Aquidauana, na Rua Marechal Mallet. O momento é de calcular o prejuízo, planejar o futuro e, quem sabe, até se mudar.
Juliana Celestino de Souza teve a casa na Rua Manoel Aureliano da Costa, no Bairro Guanandy, atingida pela enchente. Ela morava no local há apenas cinco meses e teve que se deparar com situação de desespero. No caso dela, os danos ficaram por conta dos móveis que não conseguiu tirar. "As coisas do quarto e da cozinha praticamente perdi. O resto conseguimos tirar", disse ela, que vive com os três filhos.
Já Floripes Justino Alves dos Santos teve perdas maiores. A casa onde ela vive com o marido, o filho e neto, naquela mesma região, chegou a ficar coberta pela água. A força da correnteza e o movimento da água causado pelos motores das embarcações fizeram com que o telhado fosse arrancado. "A chuva veio muito forte. Não deu tempo de tirar muita coisa. Pegamos o que dava e saímos", disse ela que está há 26 anos no local.
Cansada dos transtornos constantes por conta da cheia, a mulher pensa em se mudar. "Estou pensando em ficar perto das minhas filhas, no Paraná, porque aqui já não dá mais. Já não era bom, e agora que a chuva estragou mais a casa, ficou pior. O problema é que não vemos solução, pois os políticos falam que vão tomar medidas, mas nunca acontece nada", lamentou.
Colaborou Luiz Guido Jr.
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