Em depoimento, Edimauro disse que a filha chegou a pedir “papai não faz isso”, disse ainda que não conseguiu segurar a raiva. Empurrou a filha no sofá e continuou esfaqueando Airyfer.
Maria Luiza Cáceres Rodrigues da Silva
Publicado em 19/03/2018 às 08:10
Atualizado em 10/09/2026 às 13:58
Em depoimento a Policia, Edimauro Gamarra deu sua versão do crime e falou um pouco sobre sua relação com Airyfer. Edimauro, que é catador de matérias recicláveis, disse em seu depoimento que conviveu por mais de 10 anos com a vítima, tendo conhecido Airyfer quando ela tinha 12 anos. Aos 15 anos ela engravidou. Ao falar sobre o relacionamento deles, o autor disse que já havia agredido a ex-mulher outras vezes e que por várias vezes Airyfer o abandonou e voltava para casa da mãe, mas passava um tempo eles voltavam.
No dia do crime, Edimauro estava em uma conveniência e Airyfer passou pelo local junto com Igor Quintana, seu atual namorado. De acordo com o depoimento de Edimauro, Airyfer teria passado várias vezes pelo local e isso teria feito com que ele, se sentisse injustiçado e humilhado.
Quando saiu da conveniência já tinha pensando em cometer o crime. Foi para Boate, ingeriu mais bebida alcoólica. Saiu da boate e foi pra casa, de moto. Em casa fez uso de pasta base de cocaína. O autor dos crimes disse que não sabia que o casal estava junto na casa de Airyfer.
Em sua casa pegou uma faca de cozinha, com cabo de madeira e decidiu ir até a casa de Airyfer. Ao chegar na casa viu que as motos da vítima e de seu namorado estavam no local. Pulou o muro e entrou pela porta que estava apenas encostada.
Desferiu vários golpes de faca em Igor, a primeira facada no pescoço. Igor se levantou e Edimauro o esfaqueou várias vezes em várias partes do corpo. Antes de sair do quarto Edimauro esfaqueou Airyfer no pescoço. Edimauro foi para varanda, onde Igor caiu. Depois ele foi procurar Airyfer dentro da casa. “Eu voltei pra dentro da casa pra matar a vagabunda porque ela estava me traindo” – palavras do autor.
Quando entrou na casa viu que Aiyfer estava sentada na sala, sangrando muito. Edimauro foi para cima de Airyfer e ainda a esfaqueou várias vezes. Neste momento o assassino disse que a filha também estava na sala e que pediu para o pai parar.
A filha chegou a pedir “papai não faz isso”, ele disse que não conseguiu segurar a raiva. Empurrou a filha no sofá e continuou esfaqueando Airyfer. Depois de cometer os crimes, Edimauro pulou novamente o muro e fugiu. A filha teria ficado chorando ao lado do corpo da mãe.
Ele fugiu de moto para uma mata ao lado da Lagoa Comprida, depois entrou na Lagoa para se lavar. Ficou por cerca de duas horas na Lagoa Comprida, ou até um pouco mais. Foi aí que ele percebeu a gravidade do que tinha feito. No trajeto entre o local do crime e a lagoa ele acabou se desfazendo da faca
“Eu me senti traído e por isso resolvi matar ela e o vagabundo” – Edimauro insistiu na versão de que se sentiu traído e humilhado pela ex-mulher. Um crime brutal, injustificável, onde as versões das vítimas jamais serão conhecidas.
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