Servidores e professores municipais rejeitaram sugestão de reposição dos salários nesta sexta
Nesta sexta-feira (6), professores e servidores do município de Aquidauana protestaram em frente à Prefeitura, em resposta à proposta de reposição salarial apresentada ontem (5) durante reunião entre os secretários municipais Euclides Nogueira Júnior [Administração] e Mauro Batista [Educação] com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SIMTED) e Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Prefeitura de Aquidauana (SIMPRECAM).
De acordo com a assessoria da Prefeitura de Aquidauana, o prefeito Odilon Ribeiro e sua equipe de gestão, após estudo técnico e orçamentário, enfrenta dificuldades financeiras e tentam driblar o cenário econômico desfavorável no país, e, por consequência, no município.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (5) a Prefeitura disse que aguardaria a análise e posicionamento das categorias diante da proposta apresentada. “Vale ressaltar, que um dos compromissos que tem sido mantido à risca pela atual Administração Municipal é assegurar que todos os servidores recebam em dia o pagamento de seus salários.”
Ainda segundo o secretário de Administração, Euclides Nogueira Júnior, “para apresentar esta proposta de reposição salarial a Administração Municipal se baseia na legislação, levando em consideração a situação econômica da prefeitura e ciente da necessidade de garantir aos servidores efetivos administrativos o reajuste e aos professores o piso nacional. A proposta é feita de forma consciente e dentro do que orçamentariamente o município realmente pode pagar.”
De acordo com o presidente do SIMTED, Florência Garcia Escobar, a categoria exige o cumprimento da lei do reajuste com base no pise salarial. Para este ano, o reajuste é de 6,81%, porém, também está em negociação o aumento do ano passado, que não aconteceu. Segundo ele, só de 2017 são quase R$ 700 mil em salários atrasados, motivo pelo qual a proposta não foi aceita.
"Fizemos uma paralisação hoje e nos reunimos com a prefeitura que apresentou proposta de escalonamento dos pagamentos referentes ao aumento deste ano, que seria de 2,3% em maio, 2,3% em setembro e 2,21 em novembro, atingindo os 6,81%. Porém, não foi apresentado sobre o reajuste retroativo do ano passado, que somam nove meses", disse.
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