Grupo incentiva protesto pacífico como forma de pressionar distribuidores
Consumidores de Aquidauana e região se uniram em manifesto contra o alto preço dos combustíveis. Em alguns postos, o litro da gasolina não sai por menos de R$ 4,680 e os moradores temem que possa chegar a R$ 5 em breve, por conta de recente reajuste publicado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Como forma de protesto, os consumidores estão abastecendo apenas R$ 0,50 centavos e pedindo nota fiscal.
A maneira é uma forma pacífica de pressionar os empresários e distribuidoras, já que o valor ínfimo mal cobre o preço do custo da emissão de nota. Além disso, o comércio não pode se recusar a abastecer, conforme as leis das relações de consumo. Em recente pesquisa pela cidade, o preço da gasolina comum está entre R$ 4,490 a R$ 4,680. Já o diesel S10 varia de R$ 3,750 a R$ 4,320. A tendência é de que os valores continuem aumentando.
O acadêmico Tiago Roda Oliveira, de 26 anos, aderiu ao movimento e divulga o protesto nas redes sociais, como forma de chamar a atenção da população e dos empresários. "Eu fui um dos primeiros a iniciar o movimento, a partir de uma análise crítica com relação ao preço dos combustíveis. Essa exposição gerou grande repercussão nas redes sociais e, diante disso, achei que deveríamos fazer muito mais e me posicionei para começar a campanha", disse.
Ele explica que o objetivo é reclamar sim, mas sem levar prejuízos aos trabalhadores frentistas e sem causar tumulto nos postos. A mensagem é transmitida em grupos de Facebook e WhatsApp e cada cidadão protesta à sua maneira, no horário e local que achar mais pertinente. "A gente queria ter um preço competitivo, mas estamos a menos de 130 quilômetros da Capital e lá se vende muito mais barato. Sei de empresas que começaram aqui e hoje estão em Campo Grande vendendo mais barato por lá também", reclamou.
Colaborou Luiz Guido Jr.
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