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Aquidauana e região

Greve dos caminhoneiros deixa comerciantes da região apreensivos

Manifesto provoca desabastecimento de mercadorias e combustíveis, além de problemas de trânsito e congestionamentos

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A paralisação dos caminhoneiros que completa três dias nesta quarta-feira provoca desabastecimento de mercadorias e combustíveis, além de problemas de trânsito e congestionamentos em vários pontos do país e em Mato Grosso do Sul não é diferente. Na região de Aquidauana e Anastácio, comerciantes se mostram apreensivos.

Nelson da Silva, dono de postos de combustíveis, afirma que tem estoque para mais dois dias apenas, talvez três dependendo do movimento, e que se não houver liberação da pista, pode haver falta do produto. 

"Pode acontecer, mas isso também não significa que o consumidor precisa vir correndo porque a gasolina vai acabar. Algumas medidas serão tomadas, pois há ambulâncias, viaturas da polícia e do Corpo de Bombeiros que não podem parar de andar", disse ele que apoia a greve. "Somos a favor, porque entendemos que quem depende do combustível para exercer sua atividade, não consegue ser remunerado como deveria", disse.

Marcos Marcelo, dono da floricultura Rosa de Saron, se mostrou apreensivo. "A gente tem receio, porque nosso estado não produz flor e dependemos do que vem de fora. Hoje alguns entregadores já encontraram barreiras e estavam falando sobre desvios para chegar ao destino. Mesmo assim a gente fica temeroso", relatou.

Protestos

Em Mato Grosso do Sul os manifestos se concentram em pelo menos 15 pontos pela BR-163, BR-060, BR-267, BR-262 e BR-158. Segundo a Polícia Rodoviária (PRF), os veículos de passeio estão sendo liberados para passar e em razão disso, o congestionamento tem sido relativamente pequeno, não passando de 1 quilômetro em cada ponto. 

O Código de Trânsito Brasileiro prevê uma multa no valor de R$ 3.800 reais para condutores que utilizam seus veículos para interditar rodovias e que a PRF poderá fazer uso de expediente caso não seja atendida a solicitação para liberação da rodovia em que seja utilizado veículos automotores. No site da corporação é possível acompanhar a situação dos bloqueios por meio deste link.

Os caminhoneiros protestam contra o preço dos combustíveis, especialmente do diesel, em rodovias do país e a cobrança de pedágios, mesmo quando os veículos estão com os eixos levantados. O protesto que começou na última segunda-feira (21) é por tempo indeterminado.
 

Colaborou Luiz Guido Jr.

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