Manifestante quer que comunidade deixe de abastecer em nome da causa
Solidária à paralisação dos caminhoneiros, que depois de dez dias perdeu força e chegou ao fim em Mato Grosso do Sul, a professora Nilcele Gomes Cozer, de 25 anos, de Aquidauana, pede que a população volte a apoiar o movimento. Segundo ela, uma das formas é deixando de abastecer os veículos como protesto aos preços altos dos combustíveis, uma das principais pautas dos motoristas que deflagraram o movimento ainda na semana passada.
Segundo ela, é preciso que a população entenda que a luta não é de uma só categoria, mas de toda a sociedade, já que o preço do óleo diesel, por exemplo, encarece o frete e afeta os custos da cadeia de consumo. "Eles estão desocupando as BRs de coração partido de ver que a população não está mais apoiando o movimento", disse a professora, lembrando de toda a pressão sofrida pelos motoristas. "Estavam aqui, longe das famílias".
A professora afirma que o sacrifício dos caminhoneiros ao ficar dias longe de suas residências foi para um bem maior. "Hoje tivemos reajuste no combustível. Tem posto cobrando R$ 4,65 o litro da gasolina. Se a população continuar abastecendo, significa que a briga deles não resultou em nada. Isso mostra que a população está feliz, fazendo filas e filas para abastecer. Mostra que o preço está bom e que o governo não precisa baixar".
Colaborou Luiz Guido Jr.
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