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No dia 31 de janeiro de 1977, o docente chegava a Aquidauana, aos 22 anos e recém-formado em Agronomia
Agradecido os anos de serviços prestados à Fundação Cera, atualmente, UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), o professor Agenor Martinho Correa contou sobre a mudança para Aquidauana - há exatos 42 anos - e anunciou a chegada da aposentadoria.
Confira na íntegra, a história compartilhada na internet:
ENFIM APOSENTADO!...
No dia 31 de janeiro do ano de 1977 eu pisava pela primeira vez o chão de Aquidauana, tinha então 22 anos de idade, era recém formado em Agronomia e aqui chegava para assumir o meu primeiro emprego como profissional numa Instituição de ensino, recentemente inaugurada, a Fundação CERA, hoje UEMS.
Ambos, a partir de então, começávamos a escrever uma história com muitos pontos em comum, éramos iniciantes e inexperientes em nossas atividades, todavia, com perspectivas de crescimento e solidez; viveríamos diferentes fases, algumas tumultuadas outras não, até alcançarmos a relativa estabilidade, fruto de muito trabalho e dedicação, que nos proporcionou a experiência necessária para impor e ocupar os nossos espaços em nossas áreas de atuação.
Entre idas e vindas foram 32 anos de convivência, exatamente a metade de toda a minha existência, convívio sempre marcado por um relacionamento harmônico, ordeiro e pacífico.
Se por um lado acredito ter contribuído, de alguma forma, para que esta Instituição, ontem Fundação CERA, hoje UEMS, crescesse e alcançasse a importância não só a nível estadual, mas também nacional, que hoje ocupa, por outro não posso deixar de reconhecer o quanto ela foi importante ao me proporcionar o crescimento profissional e permitir, que à sua sombra amiga criasse os meus filhos numa condição de conforto e bem estar, advindos de uma justa e segura remuneração.
Todavia, o maior patrimônio que lá construí ao longo de todos estes anos e do qual jamais me desfarei foi a amizade sincera e verdadeira que desfrutei daqueles que já não mais estão conosco e que desfruto de cada um daqueles que lá permanecem, desde os funcionários nas suas funções mais humildes, até os que carregam em seus ombros a obrigação de administrar aquela Instituição.
Considero que a nossa vida, do nascimento à morte, é uma sucessão de ciclos. Neste momento encerro este que foi, sem dúvida alguma, o mais importante e talvez o mais longo da minha vida para iniciar um novo com novas perspectivas, objetivos, esperanças e sonhos que jamais poderemos deixar de alimentar.
Outros, doravante, assumirão o papel e as funções que exerci nesta engrenagem que não pode parar e na qual as pessoas passam e deixam suas histórias para a posteridade. Trago a consciência tranqüila de ter cumprido com os meus deveres e obrigações e dado sempre o melhor de mim em prol daquela Instituição e de seus alunos.
Em minhas preces não me cansarei jamais de agradecer a Deus por me proporcionar a oportunidade de ter trabalhado nesta Instituição, em que não apenas pude realizar-me profissionalmente, mas realizar também, em grande parte, o meu projeto de vida pessoal.
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