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Aquidauana

Delegado preso era investigado pelo MP há 4 meses por corrupção e tráfico

Promotor esclareceu que operação não teve relação com sumiço da droga

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As investigações  que resultaram na operação "Balcão de Negócios", deflagrada no dia 8 de julho em Aquidauana e Campo Grande começaram no início do mês. Ao todo foram cumpridos 11 mandados de busca e apeensão, 12 mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária, conforme esclareceu o promotor da  3ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca de Aquidauana.

De acordo com o promotor de Aquidauana, Antenor Ferreira de Rezende Neto, as investigações do Ministério Público e sobre o sumiço da droga são distintas. "Não tem relação, o MP (Ministério Público), desde fevereiro através do Gaeco, apura atos de corrupção passiva no interior da Primeira Delegacia de Aquidauana", explica.

"Aconteceu que durante o transcorrer das investigações, no início de julho, a droga que estava na delegacia  foi subtraída, algumas pessoas que estavam envolvidas nesse sumiço, por coincidência eram alvos da investigação deflagrada", esclarece.

Durante esses quatro meses foi possível, face ao monitoramento da organização criminosa, subsidiar a Promotoria de Justiça Criminal com informações a respeito dos autores do furto de 100 quilos de cocaína do interior da Delegacia de Polícia de Aquidauana, o que propiciou a prisão já naquela época do então titular da Delegacia de Polícia, delegado Eder Oliveira, e da advogada Mary Stella Martins.

A investigação sobre a cocaína ficou a cargo da Corregedoria da Polícia Civil. Como os envolvidos nesse caso já estavam presos, como é o caso do delegado Eder e da advogada Mary Stella Martins e seu marido, foram presas novamente.

"Várias pessoas que já estavam presas foram presas de novo, parece estranho, as vezes as pessoas ficam com 2 a 3 mandados, mas ela vai ter que derrubar todos para poder sair", explica.

Prazos 

Conforme explica o promotor, a deflagração da Operação nada mais é do que um dia em que são cumpridos as buscas e apreensões, geralmente é feito tudo no mesmo dia para evitar fugas ou que objetos como celulares, sejam descartados ou obstruídos.

Após esse cumprimento, agora o MP trabalha com as oitivas de presos e testemunhas. "Vamos analisar material apreendido, para formular a denúncia que será apresentava ao Judiciário". O prazo para apresentar denúncia com relação a organização criminosa e corrupção ativa e passaiva deve ser apresentada em 15 dias, a contar da data da operação.

Já no caso do tráfico de drogas, o prazo é maior, são 40 dias para oferecer denúncia contra os envolvidos. "Se o Ministério Público entender que deve ser processado, vai ser processado normalmente".

Policiais e advogados envolvidos

Assim como o delegado Eder, que já estava preso quando a operação foi deflagrada, outros policiaais civis foram presos durante a operação, assim como uma advogada.

O promotor diz que as pessoas não podem generalizar situações. "Aconteceu de terem esses fatos, mas a Polícia Civil continua trabalhando, respeitamos os demais (policiais) que estão ali (na Delegacia). A mesma a coisa aos advogados, generalização é perigosa, pessoas que dão passos errados existem em todas as carreiras profissionais", finaliza.

Durante a Operação foram apreendidas 26 armas, munições e mais de R$ 8 mil em espécie, esse dinheiro foi encaminhado para o Gaeco. Também foram apreendidos documentos que foram levados para a Delegacia de Aquidauana.

A Corregedoria da Polícia Civil colaborou para o cumprimento dos mandados de prisão dos agentes da Polícia Civil. Também prestaram apoio operacional ao Gaeco as equipes da Polícia Militar de Aquidauana, além do Bope e do Choque.

Sumiço de cocaína

Em junho, pouco mais de 100 quilos de cocaína que estavam escondidos na Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana desapareceram. A droga havia sido apreendida em um caminhão, com um homem de 68 anos.

No dia 10 de junho, foi dado falta do entorpecente e teve início uma investigação que terminou com pelo menos 15 pessoas presas, entre elas o delegado Eder Oliveira Moraes, que era o titular da unidade policial.

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