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AQUIDAUANA

Com 15 anos de profissão, “Mário Jornaleiro” não acredita que impresso vai acabar

Segredo para fechar bons negócios é manter-se informado, diz profissional

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No dia 30 de setembro é comemorado em todo Brasil, o dia do Jornaleiro, o profissional que trabalha na distribuição e venda de produtos de jornalismo impresso como jornal e revista.

Pesquisas históricas apontam que a profissão tem cerca de 150 anos no Brasil e apesar da crise mundial que afetou as tiragens veiculadas em papel - após o advento da Internet na década de 1990 - os trabalhadores deste segmento comercial continuam perseverantes no labor diário.

Em Aquidauana, Mário Nelson Martins da Silva, 56 anos, soma 15 anos de atuação como jornaleiro no jornal ‘O Pantaneiro’ e conta um pouco de como foi a trajetória profissional até chegar no ofício.

“Trabalhei em bancos como o Financial e o Bamerindus, os quais não existem mais. Depois atuei no serviço de cobranças diversas, transporte de gado e em 2004 iniciei a atividade de comercialização de jornais”, relata.

Dedicado, Mário lembra que uma lição aprendida na juventude quando trabalhava no setor bancário foi de sempre estar atualizado em todo tipo de notícia, para saber conversar com pessoas de diferentes idades e classes sociais.

“Lembro que um dos colegas de trabalho daquela época, que trabalhava com marketing me aconselhava a ler bastante e me manter a par de tudo que acontecia. Isso auxilia muito no trabalho de quem atende o público”, observa.

ROTINA EXEMPLAR

Questionado se lê o jornal diariamente, Mário confirma que não apenas o impresso, mas, também assiste telejornal e ouve o programa de rádio local.

“Acordo às 5 horas e a primeira coisa que faço é ligar a televisão e acompanhar o noticiário nacional. Em seguida sintonizo programa de rádio daqui da cidade e finalizo com a leitura do jornal impresso. Eu preciso saber tudo o que acontece, em todos os segmentos, do esporte às novelas”, reforça divertido.

O jornaleiro é bastante conhecido na cidade e reforça que se sente satisfeito em exercer a profissão que exige dinamismo, leitura e atendimento diferenciado com os clientes.

“Tenho clientes do período em que comecei a vender jornais, alguns faleceram e os filhos mantiveram a tradição e compram o jornal diariamente. Não concordo que o jornaleiro apenas entregue o jornal, por isso, eu sempre gosto de levar a edição diária até o cliente e sempre que é possível conversar um pouco sobre os destaques do dia”, pontua.

Mário não acredita que o jornal impresso irá acabar como ‘profetizado’ pelos pesquisadores há mais de quatro décadas, contudo admite que a internet acaba ganhando a preferência do leitor, pela comodidade e praticidade facilitada ainda mais pelos celulares.

“O jornal impresso não vai acabar, apesar da diminuição considerável das tiragens. Mas, antigamente não tinha concorrência né? Era uma das poucas fontes de informação da população. Porém, penso que se manterá como as revistas e posso dar um exemplo baseado em minha experiência pessoal. Quando comecei a atuar como jornaleiro tinha 380 clientes fidelizados e hoje o número caiu para 150. Ainda assim, me mantenho tranquilo e espero continuar por muito tempo nessa área”, conclui.

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