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Entenda

Escola será evacuada, mas Paróquia construirá prédio próprio

O prédio da Escola Paroquial pertence a Congregação dos Missionários Redentoristas, não a paróquia Imaculada Conceição

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Escola Paroquial

Para que a Paróquia da Imaculada Conceição não seja notificada a ponto de receber multa financeira, o prédio da Escola Paroquial, que pertence a Congregação, foi evacuado e um novo espaço será construído para atender as demandas da comunidade e ainda ser propriedade da Igreja. 

Conforme foi explicada pelo padre Paulo do Nascimento Souza, pároco da Igreja Imaculada Conceição, e o padre Edilei Rosa, provincial da Congregação, ao O Pantaneiro, é necessário ser contada a história dos missionários redentoristas para que a população entenda todo o contexto da situação do prédio.

Bem, os missionários redentoristas chegaram na nossa região em meados de 1930, vindos dos Estados Unidos. A prioridade, naquela época, era a implantação da igreja, juntamente com uma estrutura de ensino e até para atendimento hospitalar, como aconteceu em Ponta Porã. Em Aquidauana foi implantada a Escola, que por muitos anos atendeu a comunidade, até que outras escolas começassem a funcionar.

Muitos projetos e serviços foram aplicados no local. Desde do ensino básico, até cursos profissionalizantes, secretaria paroquial, salas ocupadas para atendimento de assuntos da Prefeitura municipal e muitas outras coisas. Lembrando que o prédio foi construído pela Congregação, ou seja, pertence a Congregação.

Em 2014, seguindo normas de segurança do Ministério Público (MP) para prédios históricos, o Corpo de Bombeiros notificou todos os prédios do complemento paroquial, para que fossem readequados as novas normas de segurança técnicas. Com isso, era necessária uma reforma em tudo, inclusive na Escola, em que a estrutura física estava se deteriorando pelo passar do tempo. Porém, por falta de verba, essa notificação foi arquivada.

Uma nova notificação foi entregue à secretaria da Igreja em outubro de 2019, mas dessa vez solicitando a apresentação do projeto de restauração ou evacuação, que se não fosse cumprida seria enviada outra notificação e até possível multa. 

“A Congregação assumiu a reforma do telhado, que custou mais de R$ 100 mil, para não deteriorar ainda mais o prédio. Foi feita uma assembleia com as lideranças da Igreja e as autoridades, incluindo profissionais na construção civil, em janeiro para chegarmos a uma decisão. Era preciso levantar verbas, para não sofreremos mais uma notificação”, esclarece o padre Edilei.

Com todo o espaço paroquial necessitando se adequar as normas de segurança, as lideranças decidiram por priorizar o salão e a casa paroquial, além da Igreja Imaculada Conceição. “Nos restou fechar o prédio. Até a segunda ordem decidimos, em janeiro e em comunidade, desocupar o prédio. Colocamos o tempo de 40 dias, discutido em assembléia, para encontrarmos novos locais para continuar os trabalhos”, destaca o provincial.

Sem espaço para realizar o curso de catequese e todos os projetos ligados a paróquia, por falta de condições financeiras, foi solicitada uma avaliação do terreno baldio localizado na esquina do complexo, o qual foi desmembrado da escola paroquial. Vendo a situação da paróquia, a Congregação fez a doação da metade do valor para que a Paróquia consiga construir a estrutura necessária para atender todas as demandas da comunidade. 

“Estamos trabalhando de uma forma muito clara e transparente. Para que a comunidade seja a maior beneficiada. Pedimos a compreensão e união. Estamos com a parte financeira bem equilibrada, mesmo diante a crise, graças aos dízimos, ofertas dominicais e doações de todos da comunidade. Precisamos do nosso espaço para atender nossas crianças e evangelizar. Todos que fazem parte dessa grande trabalho missionário. Precisamos ter tranquilidade para dar o bem-estar à comunidade”, concluiu o padre Paulo. 

Todas as atividades desenvolvidas pela Igreja não serão canceladas por conta dessa situação estrutural, apenas adaptadas para que o evangelismo não pare até que o espaço seja construído. Lembrando que os eventos religiosos estão temporariamente parados por conta da prevenção ao coronavírus. 

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