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Infectologista aquidauanense reforça a importância dos idosos ficarem em casa

“Isso tudo vai passar. A questão é quanto isso vai custar”, diz o doutor Jamal Suleiman

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Crédito do vídeo: Kamila Alcântara e Rhobson Lima

Medidas drásticas estão sendo tomadas em cidades como Campo Grande para que as pessoas entendam a importância de ficarem em casa, principalmente os idosos. O doutor infectologista aquidauanense Jamal Suleiman, que atua no Hospital Emílio Ribas em São Paulo, conversou com O Pantaneiro sobre essas medidas emergenciais.

Só em Mato Grosso do Sul, balanço epidemiológico desta quinta-feira (19), divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) tradicionalmente às 16h, são nove casos confirmados, todos em cidades vizinhas a Aquidauana e que já estão aplicando medidas de segurança. Sidrolândia, por exemplo, irá ter toque de recolher e em Campo Grande os passes de ônibus gratuitos foram suspensos.

“Não tem que ir ao banco resolver algo, não tem que viajar. É hora de ficar em casa! A pandemia tem um tipo de distribuição em cada lugar que chega. Nesse momento o que tem que fazer é seguir as recomendações das autoridades de saúde local, incluindo isolamento. Se isso não acontecer, temos que rapidamente proteger as pessoas com mais idade. Os idosos devem ter o mínimo de contato com o ambiente externo”, enfatiza Jamal.
 
O infectologista lembra que não é hora de estar em rodas de tereré ou churrasco com os amigos. Mas pode ser o momento de aproveitar para dar uma fiscalizada na situação do quintal para que não precisemos enfrentar uma epidemia de dengue também.

“Coronavírus é uma virose e os sintomas são iguais os da dengue. Aproveite para tirar aquele bando de cacareco do quinta que pode acumular água e faça isso rápido, para facilitar a vida de todo mundo, principalmente dos médicos. O mosquito vive nessas tranqueiras que deixam em casa”, destaca.

Jamal ainda informou as medidas de higienização que podemos tomar durante esse período. Uma delas é cantar “parabéns a você” duas vezes enquanto lava as mãos, pois até terminar deu o tempo necessário para lavar bem. Coloque um pouco de água sanitária na água e limpe superfícies e puxadores, além de lavar os alimentos.

“Muitos desqualificam, mas temos sorte de ter o SUS (Serviço Único de Saúde], pois é ele que vai segurar esse rojão. É necessário que agora todos tomem uma atitude de prevenção. Isso tudo vai passar, mas a questão é o quanto vai custar”, concluiu o médico. 

- Jamal Suleiman nasceu em Aquidauana. Possui graduação em medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes (1983) e residencia-medica pelo instituto de infectologia Emilio Ribas (1986). Atualmente é titular de cargo efetivo do instituto de infectologia Emilio Ribas, referência em São Paulo. 

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