O dinheiro da venda dos jornais ajudou na criação da Fábrica de Concreto Princesinha
Kamila Alcântara
Publicado em 06/05/2020 às 15:15
Atualizado em 10/09/2026 às 14:08
Educação financeira é algo importante para as crianças aprenderem desde cedo, por ajudar a torna-los adultos mais conscientes sobre a importância de cada centavo ganho com o trabalho. Há casos de pessoas que desde muito novinhas têm pensamentos econômicos mais voltados para o empreendedorismo... Foi esse pensamento que levou os irmãos Melgarejo a venderem exemplares do Jornal O Pantaneiro na praça e com o dinheiro das vendas, ajudaram na criação da Fábrica de Concreto Princesinha, da família.
Fábrica de Concreto Princesinha da famíliaQuem conta essa história para a gente é o Cleber, que atualmente também atua no ramo de telecomunicações em Aquidauana. Segundo ele, juntamente com os outros dois irmãos com idades entre 14 e 11 anos, “perturbavam” o pai para os levarem até a praça, em frente ao antigo Catarinense, para venderem exemplares do O Pantaneiro impresso. Nunca estavam desacompanhados, mas nada tirava da cabeça deles que era importante ajudar de alguma forma com a casa.
É impossível saber de quando é a foto, mas lá estavam Cleber e Cleilson com os coletes de jornaleiros do O Pantaneiro. (Foto: Arquivo)“A minha mãe e meu pai viram o nosso interesse em trabalhar, em adquirir as nossas coisas também. Meu tio uma vez foi almoçar em casa, viu o nosso trabalho e deu a ideia, onde foi que no final de semana nós vendemos nosso jornal e passamos nosso dinheiro pra minha mãe e meu pai. Com isso eles adquiriram o que era preciso pra começar. Comprou areia, cimento, comprou alguns vasos para que pudéssemos tirar os modelos. Em seguida, eu comecei a aprender a fazer as formas de tanque, de pia, de vasos, e aí começamos com a nossa fábrica”, conta Cleber.
Os anos se passaram, mas os três irmãos não deixaram de buscar o aperfeiçoamento profissional, em que cada um seguiu o seu caminho nas áreas de atuação, mas todos idealizando investir cada vez mais no empreendimento da família.

“Temos orgulho em dizer que tudo começou vendendo o Jornal O Pantaneiro! Com isso a gente comprava as nossas coisinhas e íamos investindo. Hoje não mudou, eu tenho o meu serviço, meus irmãos também, e a gente continua investindo na fábrica, com propósito de vê-la entre as grandes no mercado. Para nós é um orgulho falar que nós fizemos parte dessa história do jornal, pois quando éramos adolescentes nós precisávamos de uma oportunidade, então a Dona Alice nos deu essa oportunidade, e através dela começamos a crescer e adquirir algumas coisas”, detalha.
Essa e muitas outras histórias você acompanha na edição especial de 55 anos do Jornal O Pantaneiro.
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