Investigação
Os crimes teriam sido cometidos desde 2012, parando quando ele foi afastado em 2018
Afastado por suspeita de corrupção e venda de sentenças, o juiz de Aquidauana Aldo Ferreira da Silva Junior recebeu um total de R$ 19,321 milhões em depósitos não declarados, entre os anos de 2013 e 2018.
Conforme relatada em uma matéria do site O Jacaré, esse valor é o dobro que declarado à Receita Federal no período, conforme denúncia encaminha à Justiça pelos promotores Adriano Lobo Viana de Resende, Humberto Lapa Ferri e Marcos Alex Vera de Oliveira, que pedem o bloqueio de R$ 7,3 milhões pelo desvio de R$ 1,3 milhão pelo precatório falso.
No início do mês de junho, o site Campo Grande News divulgou, o juiz usava um haras e uma garagem de veículos, “onde possuía negócios ocultos”, conduzidos por intermediários e feitos em nome de laranjas, para esconder a receita do “balcão de negócios”.
Emmanuelle Alves, esposa de Aldo, chegou a ser presa acusada de dar um golpe de R$ 5,3 milhões em um aposentado do Rio de Janeiro. Ela aguarda sentença.
Aldo já atuou em Aquidauana, por corrupção e lavagem de dinheiro, após descoberta de envolvimento dele na suposta venda de sentenças. Os crimes teriam sido cometidos nas varas em que atuou desde 2012. Em 2018, ele foi afastado.
O enriquecimento ilícito foi constatado principalmente enquanto esteve na vice-presidência do TJMS quanto na Vara de Sucessões. Com apoio de advogados, falsificaram documentos e obtiveram lucros milionários. Em outubro do ano passado, a Operação Espada da Justiça, do Gaeco, desarticulou o esquema.
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