Socorro
Os estabelecimentos serão preparados para como acolher a denunciante
Isolamento social se faz necessário nesse momento de pandemia. Mas como fica a situação das mulheres que estão trancadas em casa com o seu algoz, sem conseguir buscar ajuda ou formas de denunciar a violência doméstica? Pensando nisso, o Poder Judiciário criou a campanha Sinal Vermelho, onde os atendentes de farmácias se tornaram grandes aliados nessa luta.
Quem explicou para a gente como esse trabalho vai funcionar foi o Juiz Ronaldo Onofre, da comarca de Aquidauana. “A Campanha Sinal Vermelho foi idealizado como ferramenta para propiciar um meio silencioso, das mulheres denunciarem as situações de violência domestica e familiar que possam estar sofrendo”, disse.
Trata- se de um projeto idealizado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) para ser desenvolvido em parceria com os conselhos regionais de farmácia. Todas as farmácias das cidades podem aderir a campanha. A partir daí será realizado treinamento dos funcionários para que assim que for recebida a denúncia acionarem, sem alarde, a Polícia Militar.
É importante destacar que as farmácias e drogarias foram escolhidas para essa campanha por serem serviços essenciais durante o distanciamento social, permanecendo abertas até em situações de lockdown. Fora que também é um local que possivelmente o agressor deixaria a vítima sair por alguns minutos.
O Juiz Ronaldo Onofre conversou com O Pantaneiro e explicou como funciona a campanha “Na cidade de Aquidauana os números se violência doméstica são alarmantes. Todos os dias temos novos casos de violência física, psicológica e sexual [para dizer as principais] contra as mulheres. Todos os dias temos pedidos de medidas protetivas. Penso que a nossa realidade não é diferente de outras cidades do MS e do Brasil”, destaca Onofre.
Para a mulher que deseja denunciar, basta pintar um X vermelho na palma de uma das mãos e apenas apresentar ao atendente. Treinados, eles irão acionar a polícia e abrigar a vítima até que as autoridades policiais resolvam toda a situação. Esses funcionários não serão envolvidos em nenhum processo policial, nem como testemunhas, mas serão de grande importância na libertação dessas mulheres.
PREPARAÇÃO
Primeiro dia terá redação e provas de Linguagens e Ciências Humanas; portões fecham às 12h deste domingo em MS
AFOGAMENTO
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