Celebração
Há três anos ela foi diagnosticada com Alzheimer
Muito forte e destemida: essas são as características da dona Emília da Silva Costa, que nesta terça-feira (15) está completando 100 anos. Há quem acredite que ela tenha muito mais que isso, pois foi registrada em Cartório já adulta.
O Pantaneiro conversou com Elza da Costa, de 77 anos, filha da dona Emília. Ela conta que há três anos a anciã foi diagnosticada com Alzheimer, mas isso não vai tirar a importância e força que ela passou para os familiares.
“Para nós esse diagnóstico foi algo encarado com naturalidade, pois ela é muito idosa. Achamos até que deve ter mais de 100 anos, pois a idade registrada foi calculada após ela ter casado e eu ter nascido”, lembra Elza.
Dona Emília é índia terena, natural da Aldeia do Brejão de Nioaque. Atualmente mora na Vila Nova Aquidauana, aos cuidados de uma das filhas. Ele é mãe de nove filhos - quatro mulheres, quatro homens e um falecido, 16 netos, 14 bisnetos e dois tataranetos.
Registro da família reunida em um dos aniversário da dona Emília, antes do Alzheimer (Foto: Arquivo Pessoal)
Mês de conscientização do Alzheimer
Na próxima segunda-feira (21) é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Alzheimer. Diferente da família da dona Mirian, que encarou de uma forma serena a doença – que surgiu de uma forma até tardia, muitas pessoas preferem não dar atenção aos histórico da doença na família e não buscam a prevenção.
Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometendo as atividades de vida diária e provocando alterações comportamentais. Essa doença afeta mais os idosos, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência na população com mais de 65 anos.
Seu sintoma primário é a perda de memória recente, mas com a progressão, vão aparecendo outros sintomas como a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo e nos casos mais graves, a perda da capacidade das tarefas cotidianas, resultando em completa dependência. A doença pode vir acompanhada também de depressão, ansiedade e apatia.
O dia 21 de setembro é a data em que se marca a necessidade de defesa e conscientização da sociedade, sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado ofertado, bem como do apoio e suporte aos familiares e cuidadores das pessoas que vivem com a doença de Alzheimer.
* Texto com informações do Ministério da Saúde
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