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Família instala outdoor e pede justiça em caso de PMA morto por colega em Aquidauana

Jurandir Miranda foi morto a tiros em 2019

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A família de Jurandir Miranda instalou dois outdoors em Aquidauana para lembrar do caso do cabo da PMA (Polícia Militar Ambiental) morto por um colega da Polícia Militar no ano passado. Jurandir foi morto a tiros pelo PM Izaque Leon durante um desentendimento em uma lanchonete na Vila Santa Terezinha. O acusado pelo crime foi absolvido no início do mês.

O julgamento na Justiça Militar é feito pelos Conselhos de Justiça, formados por quatro oficiais e pelo juiz federal. Porém, segundo a família, no dia do julgamento, três oficiais votaram pela absolvição, com a justificativa de que Izaque teria agido em legítima defesa. 

“É um sentimento de injustiça, pois de onde esperávamos justiça veio injustiça. Neste julgamento, a Justiça Militar perdeu a oportunidade de ganhar a credibilidade perante a sociedade”, diz o filho da vítima, Arthur Viegas Miranda.

Familiares tiveram acesso a um vídeo de câmeras de segurança que mostra o momento do crime. Nas imagens, tudo é muito rápido. Jurandir chega à lanchonete e antes mesmo de descer da moto é atingido pelos tiros. Depois de atirar, o autor sai de perto da vítima por alguns segundos, mas depois volta, dá chutes em Jurandir, que está caído no chão, e atira novamente. Em seguida, ele foge.

“E o que é mais revoltante tanto para a família quanto para a sociedade é que a Justiça Militar concluiu que é legítima defesa. Qualquer pessoa, por mais leiga que seja, poderá observar [no vídeo] que é um absurdo essa afirmação. Será que a Justiça Militar na hora do júri não estava com os olhos tapados?”, questiona o filho.

Segundo a família, os outdoors foram instalados em dois pontos da cidade: na rua Bichara Salamene com a rua dos Ferroviários e outro antes da Ponte Nova. “Os tiros que acertaram atingiram o coração dos filhos, netos, irmãos e amigos”, diz a placa.

Há poucos dias, a Justiça Militar acatou a tese da defesa e absolveu o policial militar Izaque pela morte do policial militar ambiental Jurandir Miranda. A Justiça entendeu que ele agiu em legítima defesa.

O crime

O soldado matou o colega em lanchonete na Rua Campo Grande, no Bairro Ovídio Campos. Ele teria assassinado o policial por ciúmes de sua ex-mulher, que era atual namorada de Jurandir. Segundo relatos de testemunhas à polícia, os dois já haviam discutido por diversas vezes e trocado ameaças. Ambos chegaram a sofrer punições militares por causa da rixa.

Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Civil, Izaque estava sentado em frente à sua lanchonete, conhecida como Fênix, quando Jurandir se aproximou pilotando a motocicleta Yamaha/XTZ 125 branca, fez uma conversão na via e estacionou em frente ao estabelecimento.

Izaque, então, se levantou da cadeira, sacou a pistola .40 e disparou contra a vítima que ainda estava em cima da moto. Após ser atingido, Jurandir caiu na rua. Mesmo assim, Izaque continuou atirando e, na sequência ainda tentou enforcar o colega, mas foi impedido por um PM que passava pelo local.

Izaque conseguiu escapar e fugir. A vítima foi socorrida, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.
 

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