Dia do Nordestino
Se tem um povo com características marcantes nesse Brasilzão é o nordestino! Porém, com as dificuldades que passaram com a seca devastadora, muitos migraram, principalmente para Capital paulista, popularizando o dia 8 de outubro como o Dia do Nordestino – escolhido em homenagem ao compositor e cantor cearense Patativa do Assaré.
Na região de Aquidauana, os nordestinos chegaram juntos com a construção da linha do trem que corta do Pantanal. Há histórias de pessoas que vieram crianças, pois os pais receberam um “incentivo” para vir à região em pleno desenvolvimento.
São muitas histórias e hoje O Pantaneiro escolheu contar a da Janielle Félix, auxiliar administrativo nascida em Natal – a cidade do Sol, no Rio Grande do Norte e que chegou em Aquidauana em janeiro de 2018.

Ela veio com o esposo, também de Natal, que recebeu uma proposta de trabalho e precisou fixar moradia nas terras pantaneiras. De cara, sair da zona litorânea para morar em meio a morros e mata já foi o primeiro susto.
“O clima daqui é bem diferente de lá, já que morava na região litorânea e tinha costume de ir a praia frequentemente, ir aos shoppings... A menor temperatura era 18° e a maior era 32° no máximo. Já aqui, a diferença de temperatura que é enorme! Uma semana frio de 12° e na outra calor de 40°, isso é uma das minhas maiores dificuldades”, conta Janielle.

Com seu sotaque forte, que faz questão de nunca se perder em meio aos “Rs” puxados da nossa região, ela encontrou nas comidas típicas a melhor forma de matar a saudade da sua terrinha.
“Eu tento manter vivo principalmente minha alimentação, com cuscuz, tapioca, mesmo não sendo tão típico daqui. No mês de junho, as festas juninas são muito fortes lá, então tento fazer a minha festa junina aqui no MS. Esse ano fiz canjica com ajuda da minha mãe pela chamada de vídeo, como forma de manter a tradição”, lembra.

São muitas mudanças na vida em menos de três anos, mas ela valoriza a sua moradia. “A tranquilidade de Aquidauana e a facilidade de ter universidades aqui me cativa! Aprendi até a tomar o tereré, para aliviar o calor”.
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