X

Memórias

História sobre índios que enfrentaram nazistas na Segunda Guerra menciona acervo em Aquidauana

Compartilhe:

A-

A+

Reportagem especial da Folha de São Paulo reproduzida pela conceituada coluna do Uol Notícias, a History Brasil menciona acervo cultural indígena em Aquidauana. 
 
A matéria conta a história de indígenas de Mato Grosso do Sul que combateram nazistas na Segunda Guerra Mundial. Confira:
 
Após navios mercantes brasileiros terem sido torpedeados por forças nazistas, o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália em 22 de agosto de 1942. Dois anos depois, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) entrou em combate na Europa. O que poucos sabem é que dos cerca de 25 mil soldados de nosso país que lutaram na Segunda Guerra Mundial, centenas eram indígenas.
 
A história da participação dos indígenas na Segunda Guerra foi resgatada por uma reportagem da Folha de S.Paulo. A maior parte dos índios que integraram a FEB no combate aos nazistas era da região do atual estado do Mato Grosso do Sul. Entre eles, estavam homens de etnias como guarani, terena, kinikinau e cadiuéu. 
 
Segundo pesquisadores, o Nono Batalhão de Engenharia de Combate era integrado por diversos indígenas da etnia terena. Um deles, chamado Venceslau Ribeiro, inclusive chegou ao posto de segundo sargento. Essa unidade capturou uma bandeira nazista após a rendição da 148ª Infantaria do exército alemão, em abril de 1945. Guardada como um troféu de guerra, ela está exposta no Museu Marechal José Machado Lopes, em Aquidauana (MS).
 
Também em Aquidauana, na aldeia de Ipegue, o jornalista Geraldo Ferreira, que se dedica a preservar a história dos indígenas da FEB, encontrou o túmulo do terena Irineu Mamede, morto em 1996. Ele foi soldado do Primeiro Regimento de Infantaria (o mesmo que venceu a famosa batalha de Monte Castello). Sua sepultura é decorada com o símbolo da FEB, a ilustração de uma cobra fumando.
 
No ano 2000, Ferreira entrevistou o veterano indígena Aurélio Jorge. O soldado chegou a aprender palavras em italiano, mas disse que usava o idioma terena durante os combates. O grito de guerra da etnia é "Vukapanavo", que pode ser traduzido como "avante!".
 
A FEB permaneceu ininterruptamente 239 dias em combate. A divisão brasileira lutou contra 9 divisões alemãs e 3 italianas. Morreram 450 praças, 13 oficiais e 8 pilotos brasileiros durante a guerra. Além disso, houve aproximadamente 12 mil feridos nos combates.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Morre José Amaro da Silva, veterano da FEB, aos 106 anos

MEMÓRIA

Morre José Amaro da Silva, veterano da FEB, aos 106 anos

Pernambucano integrou as tropas brasileiras na Itália; Censo de setembro apontava menos de duas dezenas de ex-combatentes vivos no país

Corpo de adolescente desaparecido é encontrado no Rio Paraguai

AFOGAMENTO

Corpo de adolescente desaparecido é encontrado no Rio Paraguai

Vítima estava a cinco metros de profundidade; buscas haviam começado no fim da tarde desta sexta-feira

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo