A professora aquidauanense Nara Hortência, 48 anos, é exemplo de garra para qualquer um. Em meio a pandemia, ela luta contra o terceiro câncer sem perder a fé que vencerá mais essa batalha e mantém acessa a esperança por dias melhores para todos.
Ao jornal O Pantaneiro, ela conta que sua luta pela vida começou em 2012 quando teve o diagnóstico do primeiro câncer.
“Era um câncer de mama. Como muitos tratamentos tive queda de cabelo e cheguei a precisar retirar a mama. Mas, venci essa batalha”, diz.
Após o primeiro diagnóstico, Nara passou a realizar exames de rotina a cada seis meses e foi quando em 2016 descobriu outro câncer, mas dessa vez em uma das axilas.
“Os fios de cabelo que um dia cresceram caíram novamente. Enjoos, fraqueza e muita luta, mas consegui sair novamente vitoriosa”, detalha.
Porém, o descanso merecido após a segunda vitória foi curto. No início da pandemia, em 2020, mais uma vez Nara foi diagnosticada com câncer. Dessa vez no fígado. Além disso, outra doença agora a assolava: a osteoporose.
“Mais sessões de quimioterapia e medicamentos agressivos para tratar também a osteoporose. Enfraqueci demais a ponto de precisar temporariamente de cadeira de rodas para me locomover. Continuo desde então o tratamento nessas condições. Nesses dias, assim como nas outras vezes, o amor da minha família, ter fé em Deus e receber a ajuda de pessoas de todas as religiões são o que me norteiam e trazem esperança de que eu vou vencer mais essa”, disse.
E foi sentada na cadeira de rodas que a professora encontrou mais força para continuar a sua batalha pela vida. Agora, também pensando na acessibilidade para quem está permanentemente nessas condições.
“Hoje moro em Campo Grande devido ao meu tratamento e vejo quanto falta acessibilidade em Aquidauana para quem é cadeirante. Aprendi e continuo aprendendo muito durante esses dias. É preciso sensibilidade de todos para essa questão. Espero melhorar para poder pedir junto as autoridades mais atenção a essa importante pauta para a sociedade”, destacou.
Após contar sua história, Nara não deixa de ser otimista e manda um recado para quem, assim como ela, está lutando pela vida.
“Fé, ação e coração. Se apegue a família e aceite o amor das pessoas em forma de oração”, finaliza.