Final feliz
Acompanhando o caso de perto, os aquidauanenses até deram uma ajudinha com informações sobre a cadela perdida; agora, a dona voltou a sorrir ao lado da "filha"
Depois de mais de 2 semanas sofridas – tanto para a "mãe" desesperada quanto para a "filha" perdida na rua –, finalmente a cadela Lily voltou aos braços da dona Ana Rita Mesquita da Cruz, 22 anos. Achada em uma chácara na região da ponte sobre o córrego João Dias no último domingo (27), os aquidauanenses acompanharam de perto o caso até porque fizeram questão de participar de uma corrente "canina" da solidariedade, passando pelas redes sociais informações sobre o paradeiro da vira-lata Lily.
Lily estava 16 dias fugida dos braços da "mãe" Ana, quando a vira-lata fugiu do petshop em que ia com frequência."Só tenho a agradecer", diz a "mãe" de pet. "Confesso que o apoio me pegou um pouco de surpresa, digo pela dimensão da corrente, mas isso me fez passar de desesperada pela situação e ficar mais animada. Muita gente que eu nem conhecia ajudou, seja perguntando como eu estava me sentindo, compartilhando a notícia ou até fazendo alertar caso visse algum cachorrinho parecido passando na rua", afirma.
Lily estava perdida desde o dia 11 de junho, quando fugiu de dentro do petshop após se assustar com o secador. "O rapaz veio buscá-la e resolvi dar um pulo no mercado em seguida. Quando estava prestes a pagar o carrinho, minha irmã me liga contando o acontecido. Na hora até pensei que fosse piada porque não fazia menor sentido, pois havia acabado de deixar minha 'filha' sob a responsabilidade da pet. Enfim, corri de bicicleta e fui direto ao petshop", relembra.
Antes de Lily fugir, porém, Ana já tinha passado pela morte da outra cadela Meg, vítima de envenenamento.Quando Ana chegou ao local, assobiava e gritava pela vira-lata, mas ela já estava perdida. "Passei o resto da tarde à sua procura, entrei no meio do brejo e tudo mais. Mal dormi naquela noite. No dia seguinte, saí na rua novamente, bisbilhotei, conversei com todo mundo que encontrava. Estava desesperada", conta.
Antes disso tudo, Ana já havia perdido sua outra cadela – a Meg – vítima de envenenamento. "Lily que já era grudada em mim ficou mais ainda, e até passou a dormir no meu quarto", revela. Com a morte de uma e sem o paradeiro da outra "filha", a dona passou por 16 longos dias de aflição.
De volta aos braços da mãe: "eu chorava feito criança só de pensar no frio e na fome que ela teve que passar".Resgaste – Na semana passada, o dono do petshop ligou dizendo que acreditava que Lily estava escondida na chácara de uma conhecida, próxima àquela mesma ponte.
"Não tínhamos certeza, porém percorremos pela região toda. Quando foi a última sexta-feira (25), minha mãe e minha prima avistaram Lily passar correndo. Minha esperança foi a mil, porém como já estava bem noitinha, bastante escuro, tivemos a ideia de deixar uma roupinha dela pendurada em uma cerca para marcarmos que estivemos ali", detalha.
O fim de semana foi puxado, pois ao mesmo tempo que Ana estava muito próxima de ter Lily de volta no braço a cachorrinha se encontrava muito assustada. No sábado, foi um desencontro que só.
Depois de tanto desencontro, 16 dias de incerteza, o final feliz chegou completo para a "mãe" Ana e a "filha" Lily."Porém não desisti. Quando foi este último domingo, fui cedinho à chácara com uma amiga. Enchi o potinho de comida e fiquei esperando ela dar a cara. Certa hora, ela apareceu e até abanou o rabo, mas quando me aproximei ela saiu correndo. Sabendo que era melhor não ir atrás, esperei que voltasse. Uns minutos depois, minha amiga me ligou pedindo para que eu viesse com calma porque Lily estava debaixo de um carro próximo de onde havíamos estacionado", relata.
E de tanto desencontro, de 16 dias de incerteza, o final feliz chegou completo:
"Quando Lily teve mais coragem, saiu e se aproximou de verdade, sentou no meu colo e imediatamente ganhei vários de seus 'lambeijos'. Eu chorava feito criança, só pensava no frio e na fome que ela passou. Fomos nós duas juntinhas para a casa e ficamos em êxtase: ela por estar morrendo de saudades do seu lar e eu torcendo pela sua companhia amiga".
MEMÓRIA
Pernambucano integrou as tropas brasileiras na Itália; Censo de setembro apontava menos de duas dezenas de ex-combatentes vivos no país
AFOGAMENTO
Vítima estava a cinco metros de profundidade; buscas haviam começado no fim da tarde desta sexta-feira
Voltar ao topo