Kamila Alcântara
Publicado em 02/09/2021 às 15:18
Atualizado em 10/09/2026 às 14:14
A Lei Estadual 5.070 de 2017 instituiu o dia 1º de setembro como o Dia da Policial Militar Feminina. Aproveitando a data, O Pantaneiro conta a história da policial Silvana Gama, que é 2º Sargento do 7° Batalhão da Polícia Militar de Aquidauana.
Na corporação desde 2008, ela confessa que ser policial não era um sonho de infância (como a maioria dos companheiros de serviço), mas uma pessoa falou que a profissão “não era para ela”. Isso fez com que Silvana se inscrever no último dia para o concurso.
“Estudei e me esforcei ao máximo para o teste de aptidão física, pois eu era totalmente sedentária. Provei para mim mesma que era possível! Afinal, a jornada é sua e somente sua. Outros podem caminhar com você, mas ninguém pode caminhar por você”, destaca a sargento.
São inúmeros os desafios enfrentados por esses profissionais, que ajudam tantas pessoas e nem um “obrigado” recebem, mesmo colocando até a própria vida em perigo.
“Os principais desafios da profissão para mim, além do perigo. É conviver com a morte e não se abalar, é estar triste e não poder chorar, é passar datas especiais longe da família, é ver a tristeza sem poder emocionar”, diz Silvana.
Mesmo com essas dificuldades, ela se orgulha em saber que está, junto com os companheiros de farda, fazendo a diferença na vida das pessoas. “Existe uma grande parte de excelentes policiais que faz toda diferença, arriscando suas próprias vidas por pessoas que nem conhecemos, e na grande maioria das vezes, não recebemos nem um obrigada. Mas é o sentimento de dever cumprido que nos motiva”, concluiu.
Segundo os últimos dados da Secretaria de Administração e Desburocratização (SAD), a corporação conta atualmente com 551 mulheres na ativa e outras 189 na reserva.
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