A ossada humana e até dente intacto achados e exumados no dia de ontem (19) mostram o quando ainda Aquidauana tem história a ser, digamos... desenterrada. A situação teve endereço no Hospital Cassems, que se encontra sob reforma de um dos seus setores.
De acordo com Jackson Frederico Vale, delegado da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, em entrevista ao programa matutino do radialista Ronaldo Regis, a ossada encontrada possui apenas fragmentos de ossos humanos. Durante a exumação, não ficou constada pelos peritos nenhum esqueleto completo ou – ao menos – parcial.
Fragmentos de ossos foram retirados do local; imagem foi postada por Ronaldo Regis (Foto: Reprodução/Facebook)"Pela dentição, é possível aferir que se trata de um adulto. Já pelos frascos de medicamentos desenterrados no local junto da ossada, a data – ainda não confirmada pela análise científica – é de pelo menos 20 anos atrás", disse.
A ossada e os objetos foram encontrados 70 cm abaixo do contrapiso de setor do prédio hospilar. Atualmente em reforma, no local passam canos hidráulicos e de esgoto. Durante os trabalhos, obreiros abriram um buraco e, aos escavarem a terra, foi descoberto então um "volume estranho contendo uma terra cinzenta".
"Era fuligem de fogo já queimado que escondia os fragmentos de ossos e os fracos de remédios. Aparentemente, a ossada foi carbonizada com o tal 'lixo' hospitalar e recolocada nesse 'sarcófago'", descreveu Jackson.
Dente intacto também foi encontrado no local; imagem foi postada por Ronaldo Regis (Foto: Reprodução/Facebook)Mistérios – Por enquanto não há inquérito policial ativo, pois – conforme explicou o próprio delegado – "é necessário responder algumas perguntas básicas de identificação antes de mais nada".
"Perguntas como nome, idade, tempo de decomposição e mais – tudo isso dificultado pelas condições encontradas", afirmou.
O trabalho agora é voltado ao cunho científico: descobrir o gênero e até mesmo o tempo desde a morte pela análise necroscópica e exames laboratoriais de peritos. "Posteriormente, o trabalho será pela checagem de óbitos da época analisada. É um trabalho complexo", finalizou.
Conforme informações publicadas pelo radialista Ronaldo Regis em seu perfil no Facebook, antes de ser Cassems o hospital tinha o nome de Adolfo Lutz, com operação iniciada no começo dos anos 1970.
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